Sinagogas e Memorial do Holocausto são vandalizados na França

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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A madrugada deste sábado, 31, foi marcada por uma série de atos de vandalismo contra instituições judaicas no centro de Paris, reacendendo o alerta sobre a escalada do antissemitismo na França. 

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A polícia da França identificou pichações com tinta verde em pelo menos três sinagogas, um restaurante kosher e o Memorial da Shoah — também conhecido como Memorial do Holocausto. Os incidentes ocorreram no 4º distrito da capital, tradicional reduto da comunidade judaica, e também em uma sinagoga no 20º distrito.

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Os ataques foram descobertos por volta das 5h15 da manhã (hora local), durante uma ronda policial. Imagens das câmeras de segurança do Memorial do Holocausto mostram uma pessoa vestida de preto realizando o ato por volta das 4h30. Apesar da depredação, não foram encontrados panfletos, mensagens escritas ou reivindicações por parte dos autores.

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Na fachada do restaurante “Chez Marianne”, um dos mais tradicionais da comunidade judaica parisiense, foi encontrado um balde com restos de tinta. A sinagoga des Tournelles, a Agoudas Hakehilos e o Memorial da Shoah também amanheceram com marcas semelhantes.

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França reage aos ataques

As autoridades francesas reagiram com veemência. O Ministério Público de Paris informou que a Polícia Judiciária assumiu a investigação, sob suspeita de “danos motivados por religião”. A prefeita Anne Hidalgo condenou o ataque: “O antissemitismo não tem lugar em nossa cidade nem na República. Pedi à equipe de limpeza que atuasse com urgência. Apresentaremos queixa”.

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O presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (Crif), Yonathan Arfi, falou em “muita tristeza e indignação ao ver essas imagens de locais judaicos depredados nesta manhã”. 

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Já o ministro do Interior, Bruno Retailleau, classificou os atos como “odiosos” e ordenou reforço na segurança de locais religiosos durante a celebração de Shavuot, entre os dias 1º e 3 de junho. Segundo ele, “mais de 60% dos atos antirreligiosos na França têm motivação antissemita”.

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O prefeito do centro de Paris, Ariel Weil, franco-israelense, fez um alerta sobre os riscos de banalizar ataques com forte carga simbólica. “É preciso ter cuidado com esses danos simbólicos, pois eles abrem caminho para a violência simbólica que, como sabemos pela história, pode evoluir para a violência física”, afirmou ao FranceInfo. 

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Weil também pediu cautela nas conclusões das investigações policiais. Ele afirmou que ainda não está claro se os ataques têm motivação antissemita direta ou se foram realizados com a intenção de acirrar tensões.

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A França, que abriga a maior população judaica da Europa, vive um aumento expressivo nas tensões ligadas à religião, agravadas pelo cenário internacional, especialmente os conflitos no Oriente Médio. O ataque em Paris reacendeu o debate sobre segurança, intolerância e a necessidade de combater, com firmeza, qualquer forma de ódio religioso.

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