O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ficará afastado das movimentações em Brasília nos próximos dias para participar do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, em Buenos Aires, capital da Argentina.
A viagem do ministro ocorre em meio à escalada da tensão entre Executivo e Legislativo, agravada nos últimos dias com a derrubada do decreto que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Haddad embarca para Buenos Aires às 14h desta terça-feira (1º/7), com chegada prevista às 17h (horário de Brasília. A expectativa é que o principal tema do encontro dos ministros de Economia e presidentes de bancos centrais do países-membros do Mercosul seja a passagem de presidência rotativa do bloco da Argentina para o Brasil.
O auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deve avançar nas negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). Interlocutores consideram a reunião como “decisiva” para consolidação do tratado comercial.
Fechar modal.
Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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Ministro Fernando Haddad
Hugo Barreto/Metrópoles@hugobarretophoto
Reunião conjunta entre as comissões de Finanças e Tributação, Fiscalização Financeira e Controle
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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Haddad e Alcolumbre
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista a jornalistas
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Nesta quarta-feira (2/7), Haddad terá uma reunião bilateral com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo. Às 14h30, ele retorna ao Brasil, mas para o Rio de Janeiro, onde participa da cúpula dos Brics.
Já no Rio de Janeiro, o ministro terá uma série de reuniões bilaterais com autoridades de países como China, Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos.
Entre os possíveis temas na mesa de debates, estão o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como “banco dos Brics”, e a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, capital do Pará.
As últimas propostas da equipe econômica não têm agradado o Congresso Nacional. A elevação das alíquotas do IOF foi um dos pontos de maior atrito entre o governo federal e os parlamentares.
No início das negociações entre Planalto e Congresso, os presidentes das Casas chegaram a sinalizar apoio às alternativas para reverter parte do aumento do IOF. No entanto, dias depois, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mudou a postura e começou a se opor às propostas do Executivo.
Já enfraquecido, o decreto do IOF não vingou e foi derrubado por um decreto legislativo na semana passada. A Advocacia-Geral da União (AGU) deve judicializar a questão do IOF e arrisca piorar a relação entre os dois poderes.
Agora, a equipe econômica do presidente Lula precisa decidir se faz novos congelamentos no orçamento ou apresenta outras estratégias, como medidas relacionadas à arrecadação, ao corte de gastos, ou ambos – aos parlamentares.
Na tentativa de cumprir a meta fiscal do lado das despesas, o governo federal anunciou, em 22 de maio, o congelamento de R$ 31,3 bilhões, sendo R$ 10,6 bilhões em bloqueio e R$ 20,7 bilhões em contingenciamento.
A equipe econômica deve informar se fará novos cortes no Orçamento da União (bloqueios ou contingenciamentos) em 22 de julho, quando tradicionalmente é divulgado o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.
A meta fiscal deste ano é de déficit zero (equilíbrio entre despesas e receitas), com intervalo de tolerância que permite saldo negativo de até R$ 31 bilhões. Isso porque o arcabouço fiscal permite um rombo de até 0,25% do PIB.
— Terça-feira (1º/7)
— Quarta-feira (2/7)Local: Palácio San Martín
— Quinta-feira (3/7)Local: Hotel Fairmont Copacabana
— Sexta-feira (4/7)Local: Hotel Fairmont Copacabana
— Sábado (5/7)Local: Hotel Fairmont Copacabana
— Domingo (6/7) e Segunda (7/7)Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM)
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