STF atua para frear projeto de anistia, afirma Gazeta do Povo

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), agiu para impedir o avanço da medida. Ele primeiro pediu que os líderes não apoiassem a urgência; depois esvaziou o plenário durante a Semana Santa.

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Ao mesmo tempo, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a pressionar o Executivo.

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De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, integrantes da Corte ficaram incomodados ao ver deputados governistas entre os signatários do pedido de urgência e enviaram recados ao Planalto.

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Entretanto, essa não foi a primeira vez. A Gazeta revela que a mesma jornalista já havia informado que os magistrados procuraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reclamar de uma declaração da ministra Gleisi Hoffmann.

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Nesse sentido, a petista havia admitido negociar a anistia em alguns casos. A fala foi rapidamente desautorizada.

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Ministro articula para descredibilizar projeto da anistia

Dias depois, outra cena inusitada escancarou a interferência: durante transmissão ao vivo na GloboNews, a jornalista Eliane Cantanhêde leu mensagens enviadas por um ministro do Supremo.

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Na ocasião, ele solicitou que Cantanhêde fizesse perguntas provocativas contra a anistia, direcionadas a parlamentares favoráveis ao projeto.

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Ministros da mais alta Corte do país atuam abertamente para derrubar uma proposta em tramitação no Legislativo. Essa conduta caracteriza uma interferência político-partidária — prática vedada pelo artigo 95 da Constituição Federal.

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A Lei Orgânica da Magistratura, em seu artigo 26, prevê perda de cargo para juízes que se envolvam em articulações políticas. Já a Lei do Impeachment (1.079/50) classifica esse tipo de atitude como crime de responsabilidade, cabendo ao Senado o julgamento.

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Além disso, a omissão da presidência da Casa, hoje sob comando de Davi Alcolumbre (União-AP), tende a repetir a passividade exibida por Rodrigo Pacheco, então filiado ao Democratas.

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STF atua como instituição política e tem imprensa como porta-voz

O editorial ressalta que a conduta dos ministros escancara a degeneração institucional do Judiciário. Ainda mais grave é o comportamento de formadores de opinião, que relatam os fatos como se fossem parte do jogo político.

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Não explicam ao leitor que se trata de uma violação explícita da lei, nem denunciam o risco que essa interferência representa para a democracia.

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Segundo o texto, a cumplicidade da imprensa com os magistrados transforma repórteres em porta-vozes de interesses escusos. Esse tipo de ação rompe a fronteira entre os poderes e mina a confiança no sistema jurídico.

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Contudo, esse não é um caso isolado. Em 2021, quatro ministros da Corte, dois deles também membros do TSE à época, se reuniram com líderes partidários para barrar a PEC do Voto Impresso.

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A manobra funcionou. Como não houve reação nem do Congresso nem da sociedade, os ministros passaram a se sentir autorizados a agir de forma cada vez mais direta nos bastidores do Legislativo.

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Luís Roberto Barroso chegou a declarar publicamente que o STF tem “poder político” — um desvio gravíssimo de função para quem deveria zelar pela imparcialidade.

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Pressionar deputados para travar um projeto de lei fere diretamente o princípio da separação de Poderes. Ministros não foram eleitos e não devem operar como agentes políticos.

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Quando utilizam seus cargos para influenciar votações ou manipular o debate público, tornam-se elementos disfuncionais no sistema democrático.

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Essa prática, de acordo com a Gazeta, representa uma erosão silenciosa, mas devastadora, da República. Sem reação institucional, sem resposta jornalística crítica, sem punição legal, o Judiciário deixa de ser guardião das leis para se tornar seu maior transgressor.

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