A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) começa no dia 10 de novembro em Belém, capital do Pará. O evento da Organização das Nações Unidas (ONU) é o maior encontro de líderes globais para discutir medidas de combate às mudanças climáticas. A um mês da COP30, no entanto, 90 delegações estrangeiras ainda negociam hospedagem, enquanto 87 confirmaram presença.
Inicialmente, a organização esperava a participação dos 196 países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).
O evento é considerado crucial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois servirá de vitrine para mostrar o trabalho realizado pela gestão petista na preservação ambiental.
Claudia Meireles
Grande Angular
Igor Gadelha
A capital paraense, porém, enfrenta uma crise em meio aos altos custos das diárias. Por esse motivo, em agosto, ao menos 25 países solicitaram à ONU a mudança da sede da conferência. O Brasil foi contra e, em resposta, anunciou uma força-tarefa para auxiliar os convidados na identificação e reserva de acomodações.
De acordo com a organização do evento, que está concentrada na Casa Civil, a plataforma oficial de hospedagem reúne mais de 4 mil quartos em Belém, com tarifas que variam entre US$ 200 e US$ 600 por quarto/dia. Além disso, há opção de cabines em navios de cruzeiros, no valor de US$ 200 por cabine/dia.
Correndo contra o tempo, o governo brasileiro também estruturou a oferta de 2,5 mil quartos individuais disponibilizados, exclusivamente, para as delegações. As acomodações foram divididas da seguinte forma:
Temendo o esvaziamento da conferência, a organização apoiou a solicitação dos países membros de reajustar o auxílio da ONU que cobre despesas em viagens oficiais. O aumento do subsísio, que passou de US$ 143 para US$ 197, foi aprovado pelo órgão.
“O governo brasileiro reafirma que continua empenhado em criar condições acessíveis de hospedagem, em diálogo constante com a UNFCCC e com as delegações, para que nenhuma Parte deixe de participar por questões logísticas ou financeiras”, diz a organização da COP30.
Belém (PA)
Contributor/Getty Images2 de 3
Belém (PA), sede da COP30
Foto: Paulo Amorim/Getty Images3 de 3
Contributor/Getty Images
Quando esteve em Nova York no mês passado, em decorrência da participação na 80ª Assembleia Geral da ONU, Lula dedicou parte da agenda para tentar promover a COP30.
O petista participou de eventos temáticos para o clima a fim de tentar engajar chefes de Estado que estavam nos EUA. Ele chegou a anunciar, em um deles, que o Brasil será o primeiro país a aportar US$ 1 bilhão para o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, que será lançado durante a COP30. O presidente pediu que parceiros façam “contribuições igualmente ambiciosas” para o fundo.
Lula tem repetido em discursos que a COP30 é “a COP da verdade” e que o evento seria um tipo de “teste de fogo” para a efetividade de reuniões de líderes.
Em ligação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (6/10), o petista reforçou o convite para que o norte-americano venha ao Brasil durante a conferência. Trump, porém, ainda não mostrou disposição para tal agenda.
O Senado aprovou, na última terça-feira (7/10), o projeto de lei que transfere, temporariamente, a capital do país de Brasília para Belém durante a COP30. O texto foi aprovado na Câmara em 25 de setembro e segue para sanção presidencial.
A alteração valerá apenas durante a conferência, que termina no dia 21 de novembro.
O projeto permite que atos e despachos do presidente e de seus ministros sejam realizados a partir de Belém. Além disso, autoriza que os presidentes do Legislativo e do Judiciário conduzam suas atividades na capital paraense durante o evento.
[Metrópoles]Source link
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!