Um “Super El Niño” pode estar a caminho. Entenda as possíveis consequências

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“O Menino” está voltando – e, talvez, ele venha turbinado em 2026.

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Protagonista das manchetes de tempos em tempos, o El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre há milhares de anos. Ele provoca alterações na circulação atmosférica e oceânica no Pacífico equatorial, causando um aumento de pelo menos 0,5 °C na temperatura média das águas superficiais por alguns meses consecutivos.

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O El Niño ocorre em intervalos de 3 a 7 anos e possui uma “irmã”, a La Niña. Como numa família digna de novela, ela é seu oposto: o fenômeno causa o resfriamento das águas do Pacífico. Os dois se alternam, intercalados com fases neutras, mas não seguem um padrão rígido.

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Juntos, eles influenciam o regime de variações de temperatura do planeta, naturalmente. O problema é que o aquecimento global causado pela humanidade intensifica os efeitos do El Niño. O resultado? Uma elevação da temperatura média global, secas severas e chuvas intensas, dependendo da região do globo.

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O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 – e tudo indica que um novo episódio pode se desenvolver nos próximos meses.

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Cada centro de previsão possui uma estimativa diferente. Segundo o Climate Prediction Center, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a La Niña, que começou em 2025, está se encerrando ou mesmo finalizada. Ela deu lugar a uma fase neutra, que deve permanecer até abril ou junho (80% de probabilidade disso). Depois disso, haveria uma transição para o El Niño, que tem 61% de chance de surgir entre maio e julho. Ele deve persistir até, pelo menos, o final de 2026.

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Além disso, o NOAA aponta que este pode ser um El Niño forte, caso as anomalias do vento continuem. Isso quer dizer que os impactos terão intensidade ainda maior.

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Cada região do globo apresenta efeitos distintos durante essa fase. Na América Central, na África Central e na Austrália, é comum ocorrer secas. Já os países tropicais costumam vivenciar chuvas torrenciais e enchentes. Os ciclones e tufões no Pacífico também podem se intensificar, mas cada evento de El Niño possui suas particularidades.

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No Brasil, os efeitos variam conforme a região. O Norte e o Nordeste tendem a enfrentar secas, enquanto o Sul deve registrar chuvas acima da média. Isso pode afetar a agricultura, o abastecimento de água e aumentar o risco de desastres.

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Para alguns meteorologistas, pode se tratar inclusive de um El Niño do tipo “super”, ainda mais extremo – mas a informação não pode ser confirmada com certeza. É difícil prever a intensidade de um fenômeno desses com muita antecedência.

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O “Super El Niño” é um evento raro, caracterizado por um aquecimento superior a 2 °C acima da média, suficiente para alterar os padrões climáticos em escala global. O termo não é uma categoria científica exata – o NOAA, por exemplo, prefere falar apenas em “El Niño” muito forte, evitando a palavra “super”.

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O último “Super El Niño” ocorreu entre 2015 e 2016 e implicou secas intensas em algumas regiões e, em outras, especialmente nos países tropicais, muito calor e umidade. A temperatura do Pacífico chegou a 2,8 °C acima da média. A Etiópia enfrentou uma seca severa, e Porto Rico, escassez de água.

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Nos próximos meses, novas atualizações devem refinar as previsões sobre a chegada do Menino e de sua intensidade.

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