Exatamente por conta do feriado, o estabelecimento não poderia estar em funcionamento, de acordo com a Lei Municipal e a Convenção Coletiva dos Trabalhadores do Comércio. De acordo com a lei, o comério só pode abrir nos feriados autorizados, o que não é o caso do Dia do Trabalho, alémde outras datas como o Ano Novo, Natal e Dia do Comerciário, comemoradoem agosto.
"Na hora que eu me senti ameaçado verbalmente pelo senhor de idade, que eu não conheço, que eu não sei quem é, fiquei sempre atento porque eujá imaginava que eu ia ser agredido. Mas de repente apareceu um rapaz,um jovem, que eu acho que provavelmente deve ser filho dele, me depareicom um murro no meu rosto, que eu não esperava. Cai, não vi mais nada",relatou Damião.
Acompanhado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, o cinegrafista prestou queixa na Central de Polícia de Campina Grande,onde também fez exame de corpo de delito. A Polícia Militar esteve nolocal da agressão, ouviu testemunhas e procurou pelo suposto agressorpara detê-lo em flagrante, mas ele não foi encontrado. O escrivãoMarcelo Francisco confirmou que foi registrado o boletim de ocorrência,mas, como ninguém foi preso em flagrante, o caso será encaminhado para a 3ª Delegacia Distrital nesta quinta-feira (2).
“É um ato muito covarde, o companheiro estava em pleno exercício de sua liberdade, exercendo a tarefa para a qual foi contratado, quando éagredido desta forma. Sabemos que há um depósito no local e que oagressor está escondido lá, tentando se livrar do flagrante”, afirmou osindicalista.
Ele ainda acrescenta que o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio nãovai deixar a situação impune. Em parceria com a Central dosTrabalhadores e Trabalhadoras do Brasil na Paraíba (CTB-PB), será encaminhado um documento relatando o acontecido,juntamente com o Boletim de Ocorrência, para a Secretaria de SegurançaPública do Estado (SSP-PB) e para o Ministério da Justiça.
José do Nascimento Coelho também informa que a atitude agressiva dosproprietários do mercadinho em questão não é recente. Em dezembro de2011, ele teria sofrido ameaças de morte e chegou a levar o caso àjustiça. “Perante o juiz, o proprietário se retratou. Por isso, suspendi o processo. Mas vamos acionar a Justiça desta vez também”, finalizou.
Fonte G1/PB
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