O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva foi eleito o novo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) após o Processo de Eleição Direta (PED), que ocorreu no último domingo (6/7). Para analistas, a vitória de Edinho representa uma manutenção da frente ampla, com aproximação a partidos de centro.
Apesar do PT não ter concluído a apuração dos votos, o atual presidente da sigla, o senador Humberto Costa (PE), anunciou a vitória de Edinho Silva, com uma margem superior a 60% dos votos.
Edinho Silva era posto como candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e visto como um dos candidatos mais moderados. Além do ex-ministro, concorreram à presidência do PT o deputado federal Rui Falcão (SP), Romênio Pereira e Valter Pomar.
Para Marco Pereira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Edinho representa uma linha mais pragmática do PT, um constante com a candidatura de Rui Falcão, que representa uma esquerda mais combativa.
“Uma candidatura que, de certa forma, reflete mais a necessidade, de um lado, de fazer alianças para governar, e de outro; de tentar restabelecer aquilo que foi chamado a frente ampla, de um arco de alianças, não apenas à esquerda mas também ao centro”, explica Marco Pereira.
O cientista político complementa destacando que Edinho deverá adotar um posicionamento menos agressivo, distante da atual campanha do PT intitulada “nós contra eles”, tentando uma postura mais voltada para o diálogo institucional.
“A campanha, por mais que ela seja uma espécie de campanha anti-sistema, e o PT sempre reclamou muito da campanha anti-sistema quando era feita pelo [ex-presidente Jair] Bolsonaro, talvez o efeito mais positivo dela para o governo foi acuar o Congresso. Mostrar que o Congresso enfrenta algumas pautas, outras não. Derruba a IOF, mas não quer taxar grandes fortunas”, salienta Marco Pereira.
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Edinho Silva novo presidente nacional do PT
Reproduçã0/PT
Edinho Silva e Temer
Divulgação
Dilma com seu coordenador financeiro da campanha 2014, ex-ministro Edinho Silva: R$ 24 milhões em caixa 2
Roberto Stuckert Filho/PR
O cientista político João Feres Júnior, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), destaca que Edinho Silva tem um perfil mais conciliador, algo que pode fortalecer o momento pré-eleitoral de Lula, diante de desgaste públicos.
“Ele é um petista histórico, entrou no partido muito jovem, ainda quando da fase de criação do partido. Tem um perfil conciliador, no bom sentido do termo, pois isso é necessário para um partido do tamanho do PT e que ocupa a presidência. Seria muito ruim para Lula ter um presidente de seu partido que lhe criasse problemas neste momento pré-eleitoral, com tensionamentos públicos, por exemplo”, afirma João Feres.
Agora, Edinho Silva assume a presidência do PT depois de oito anos da gestão de Gleisi Hoffmann. Ela deixou o comando da sigla para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e abriu passou o posto, de forma temporária, para o senador Humberto Costa.
[Metrópoles]Source link
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