O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) aplicou uma suspensão de 12 partidas ao zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino. A punição, válida apenas para torneios estaduais, é resultado de declarações de cunho machista feitas pelo atleta contra a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos. Além da suspensão, Marques foi multado em R$ 30 mil.
O incidente ocorreu em 21 de fevereiro, após a derrota do Bragantino por 2 a 1 para o São Paulo, que culminou na eliminação do clube paulista do Campeonato Paulista. Na ocasião, Gustavo Marques criticou a escalação de Daiane Muniz para apitar a partida, alegando que a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria designar uma mulher para um jogo de tamanha importância. Ele expressou a opinião de que a árbitra não possuía a capacidade necessária para a função devido ao seu gênero.
Em entrevista após o jogo, o zagueiro afirmou: "Eu acho que ela puxou pra eles, porque independente da situação, o Red Bull é grande, mas pra ela o São Paulo foi melhor, foi maior." Ele também adicionou, com relação à capacidade da árbitra: "Eu acho que esse jogo é critério dela, porque ela não foi mulher. A gente trabalha todo dia, a gente deixa família em casa .. irmão, pai, mãe, esposa, todo mundo, pra ela vir e acabar com o sonho." Marques ainda declarou: "Eu acho que a Federação Paulista tem de olhar para os jogos deste tamanho e não colocar uma mulher. Com todo respeito às mulheres do mundo. Eu sou casado, eu tenho a minha mãe. Desculpa se eu estou falando alguma coisa para as mulheres, mas do tamanho dela eu não acho que ela tem a capacidade de apitar um jogo desse." Questionado sobre os erros da arbitragem, ele reiterou as questões de gênero, dizendo: "Ela errou desde quando começou o jogo. O São Paulo já começou a segurar o jogo, e ela falava que o Cleiton segurava o jogo, que eu segurava o jogo... ela não teve critério para as duas equipes."
Após o episódio, o Red Bull Bragantino emitiu uma nota oficial repudiando a atitude do zagueiro, que reconheceu o erro e pediu desculpas à árbitra ainda no estádio. A Federação Paulista de Futebol também manifestou apoio à profissional e encaminhou o caso para a Justiça Desportiva, resultando na condenação de Gustavo Marques com base em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
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