De acordo com um levantamento realizado pelo Metrópoles com base em dados da Câmara dos Deputados, os deputados federais têm uma quantia mensal para custear gastos relacionados ao mandato, como alimentação, hospedagem e transporte. No ano atual, a Câmara reembolsou pelo menos R$ 19,2 milhões em aluguel de carros.

O valor disponível para cada deputado varia conforme a unidade da federação em que foi eleito. Os parlamentares do Distrito Federal têm cerca de R$ 36,5 mil disponíveis, enquanto os do Acre têm R$ 50,4 mil.

O levantamento mostra um aumento de 20% nos gastos com aluguel de carros entre fevereiro e maio de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Sete deputados atingiram o teto permitido de gastos, que é de R$ 12.713 por mês.

Além do aluguel de carros, os gastos com combustível e seguro podem ser descontados da cota parlamentar. Além disso, alguns deputados podem contratar motoristas, cujos salários são pagos pela verba de gabinete, mas não são reembolsados.

Uma opção mais econômica para transporte é a contratação de viagens por aplicativo, que é debitada na categoria de “serviços de táxi, pedágio e estacionamento”, com limite mensal de R$ 2,7 mil. Desde o início da atual legislatura, os deputados já utilizaram pelo menos R$ 158 mil para pagar viagens de Uber.

Alguns deputados afirmam que optam pelo uso de aplicativos de transporte devido ao menor custo em comparação ao aluguel de carros e combustível. Eles destacam a economia que essa escolha proporciona, principalmente no deslocamento entre a Câmara e suas residências.

É importante ressaltar que todos os gastos são submetidos a um rigoroso controle por parte da Câmara dos Deputados e apenas são reembolsados os valores que estão de acordo com as resoluções da Casa.

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