[Editado por: Marcelo Negreiros]
A declaração ocorreu durante o evento de criação do Museu da Democracia, no centro do Rio de Janeiro.
“O poder político e o econômico reiteradas vezes querem ameaçar a democracia brasileira”, declarou Moraes. “Essa mentalidade antiquíssima mercantilista, que une o abuso do poder econômico, que só visa o lucro, e o autoritarismo extremista de novos políticos, volta a atacar a soberania do Brasil e a Justiça eleitoral.”
Moraes acrescentou que há uma união de “irresponsáveis mercantilistas ligados às redes sociais” com políticos brasileiros “extremistas”. De acordo com o ministro, a Justiça eleitoral continuará defendendo a “vontade do leitor contra a manipulação do poder econômico nas redes sociais”.
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Na avaliação do também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as plataformas “só pretendem o lucro”. Segundo Moraes, isso o Museu da Democracia “vai demonstrar”, além do “ataque autoritário de correntes extremistas às urnas eletrônicas”.
Jornalista dos Estados Unidos critica Moraes
O jornalista norte-americano Michael Shellenberger comentou a fala de Alexandre de Moraes. Em seu perfil no Twitter/X, na madrugada deste sábado, 20 (horário de Brasília), Shellenberger afirmou que o ministro é uma “vergonha” para o Brasil.
“Ele mente e diz que as pessoas que o criticam são ‘extremistas’. Ele é o extremista”, declarou o jornalista. “É um juiz que age unilateralmente para inventar leis totalmente novas. Está interferindo nas eleições e usurpando o papel do Congresso e do presidente. Ele está acabando com a liberdade de expressão e a democracia no Brasil e assumindo o papel de ditador.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cedeu um terreno na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para a construção do Museu da Democracia. O museu deve abrir as portas a partir de 2026. Segundo o governo Lula, o projeto irá receber R$ 40 milhões em investimentos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento.
Equipe de Alexandre Moraes mandou bloquear perfis 30 vezes e sem relatar qual crime teria sido cometido
Moraes citou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) pelo menos 30 vezes para solicitar a remoção de perfis e conteúdos considerados desinformativos. O órgão é ligado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Corte presidida por Moraes.
Alexandre de Moraes se utilizou da AEED nas decisões para solicitar a exclusão de conteúdos e perfis sem que fossem indicados quais crimes teriam sido cometidos.
O ministro informou, em algumas decisões e petições, que a Assessoria Especial do TSE teria “detectado” publicações em redes sociais que são consideradas falsas, desinformativas ou de apologia a golpe militar.
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Entre os alvos do ministro em suas decisões estão os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo-RS), Gustavo Gayer (PL-GO), Carla Zambelli (PL-SP) e o influenciador Bruno Aiub, o Monark.
“Assessoria Especial de Enfrentamento a Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informa que, mediante pesquisa em dados abertos de mídias sociais, detectou publicação realizada pelo influenciador e podcaster Monark”, declarou Alexandre de Moraes.
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[Redação]
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