A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, na terça-feira 20, a inclusão de testes para a varíola dos macacos no rol de procedimentos com cobertura assegurada por planos de saúde privados. A resolução normativa foi publicada no mesmo dia. 

Em nota, a ANS informa que a medida foi tomada de forma extraordinária, já que o Brasil está entre os seis países com o maior número de casos confirmados da doença em todo o mundo. Até o momento, o Brasil tem 7.115 casos e duas mortes registradas, segundo o Our World In Data.

Os beneficiários de planos de saúde devem apresentar indicação médica para a realização do teste de detecção do vírus por biologia molecular. O exame é feito a partir de amostras de fluido expelidas por erupções cutâneas e coletadas com um cotonete esterilizado.

A agência reguladora de planos de saúde modificou 12 vezes o rol de procedimentos só neste ano, que passou a contemplar a cobertura obrigatória de 11 procedimentos e 20 medicamentos.

Cenário nacional

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira 20, o Estado de São Paulo lidera a lista nacional de casos suspeitos e confirmados das infecções causadas pelo Orthopoxvirus variolae (monkeypox), o agente causador da varíola dos macacos, com 3.404 notificações, seguido por Rio de Janeiro (881) e Minas Gerais (360).

A primeira morte pela doença no Brasil ocorreu em Belo Horizonte e foi confirmada pelo governo federal em 29 de julho. A vítima era um homem de 41 anos, tinha câncer e baixa imunidade, quadro que foi agravado pela varíola dos macacos.

Em 29 de agosto, um homem de 31 anos morreu pela doença em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Segundo a prefeitura do município, o paciente possuía outras doenças e chegou a dar entrada na UTI dez dias antes do óbito.

Vacinas

Conforme noticiado por Oeste, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, em entrevista concedida à TV Brasil na segunda-feira 19, que o primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil neste mês.

O ministro disse que as vacinas não são para toda a população brasileira, mas, sim, para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, explicou. 





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