Governador de São Paulo e candidato à reeleição é entrevistado no Jornal Jovem Pan

ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 20/09/2022rodrigo garcia
Rodrigo Garcia, governador de São Paulo e candidato à reeleição em 2022

O governador Rodrigo Garcia participa de sabatina no Jornal Jovem Pan nesta sexta-feira, 23. Candidato à reeleição para o Governo de São Paulo pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ele se apresenta como o “paulista raiz”, um candidato independente e o nome ideal para o Estado continuar avançando. “Eu estou aqui para defender o meu Estado de São Paulo. Antes do meu partido, antes da minha coligação, vem São Paulo. Isso sempre foi prioridade”, disse o governador, que tem como principal prioridade a segurança pública. Sua trajetória inclui passagens como sub-secretário de Agricultura ao lado de Mário Covas, secretário de Gestão na Prefeitura de São Paulo, presidente da Assembleia Legislativa e deputado federal por dois mandatos, entre outros cargos. Na reta final da campanha para as eleições de 2022, Garcia vê o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) como seu principal adversário na busca por uma vaga no segundo turno contra Fernando Haddad (PT), que lidera com 34% das intenções de votos no Estado. Confira abaixo a cobertura especial da Jovem Pan sobre a sabatina de Rodrigo Garcia:


21h53 – Como é a sua campanha no interior de São Paulo?

Rodrigo Garcia: Queria aproveitar para pedir aos eleitores para perguntares às autoridades o que tenho feito nas cidades. Sou um homem municipalista porque sei que o dinheiro tem que ser investido onde as pessoas moram.


21h51 – Considerando um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, em quem você votaria?

Rodrigo Garcia: No segundo turno, espero estar aqui. Em minha vida, sempre derrotei o PT. No segundo turno vamos falar muito sobre o meu voto.


21h48 – Como minimizar casos de enchentes e desastres?

Rodrigo Garcia: Estamos fazendo o maior piscinão do país. Além disso, investir em habitação para dar um local digno para as pessoas morarem. É evitar novas ocupações, fazer a remoção necessária, habitação de qualidade e as obras de drenagem.


21h45 – José Maria Trindade questiona sobre obras inacabadas

Rodrigo Garcia: O número de obras inacabadas do Estado são cerca de 800, sendo 197 do governo estadual. Todo governo que se dispõem a fazer muitas obras vai ter esses problemas.


21h43 – Cristina Graeml questiona sobre efeitos colaterais das vacinas

Rodrigo Garcia: Todo relato [de efeitos adversos] que é feito à  Vigilância Sanitária, que tem que ser apurado com muita seriedade. Não tenho comunicado da nossa secretaria de alguma comprovação em relação a isso. Até onde eu saiba, não existia comprovação [da morte] apenas pela vacinação.


21h41 – Por que a compra das vacinas não virou um ‘ativo eleitoral’?

Rodrigo Garcia: graças a Deus, a pandemia deixou de ser protagonista no Brasil. Tivemos a vacinação, resolveu o problema da pandemia e o vírus perdeu o protagonismo. Não queremos ter uma lembrança da pandemia. Ela já é parte do passado, precisamos ficar atento à vacinação para ter repique no futuro. A população quer olhar para o futuro, com esperança de prosperar. Então, por isso, vacina e pandemia saiu da pauta completa do país.


21h37 – Lívia Zanolini questiona sobre propostas da educação

Rodrigo Garcia: Criei o programa Creche Escola em São Paulo, foi a primeira vez. Entregamos centenas de creches e vamos continuar investindo e ajudando prefeitos e prefeitas. Ao lado disso, não temos problemas de vagas no ensino fundamental e Médio. São Paulo é o único Estado que ajuda na construção de creches.


21h33 – Como será a reta final da campanha?

Rodrigo Garcia: Vou reforçar propostas, mostrar que tenho propostas concretas. Espero que nessa última semana, quando eleitor começa a olhar o governador, possa depositar a sua confiança em mim. Aposto que o eleitor vai perceber que tem muita coisa acontecendo em SP, o Estado está funcionando.


21h30 – José Maria Trindade questiona sobre privatizações

Rodrigo Garcia: Não é difícil, muitas vezes precisa ter clareza da venda. Sou liberal, minha vida toda lutei pelo Estado mínimo. Fizemos muitas concessões em São Paulo. Quanto a estatais, São Paulo tem duas estatais com valor de mercado, fechamos muitas estatais. Então, enxugamos a máquina, mesmo que não vendendo estatais.


21h29 – Em um segundo turno, você procuraria o Bolsonaro em busca de apoio?

Rodrigo Garcia: O que posso dizer é que desde o início da minha trajetória fiquei contra o PT, nunca fui funcionário de confiança do PT, como foi o Tarcísio. Então, tenho história de combate ao PT, porque não acredito neles como forma de governo. No segundo turno, espero estar aqui para falar do meu posicionamento.


21h25 – Por que Fernando Haddad lidera as pesquisas em São Paulo?

Rodrigo Garcia: Estou muito feliz com resultado de pesquisas, o ótimo e bom do governo já bateu 31%. Isso mostra que a população aprova a minha forma de governar. Ao lado disso, sou o candidato que tem menos rejeição. me apresento nessa última semana como candidato capaz de derrotar o PT no segundo turno. O Haddad foi candidato à Presidência, é o candidato mais conhecido e por isso tem intenção de votos maior, o que vai cair na próxima semana. Vou buscar apoio daqueles que vão enxergar na minha candidatura o melhor de São Paulo.


21h22 – Cristina Graeml questiona sobre segurança pública e combate a latrocínios

Rodrigo Garcia: Guerra contra o crime é permanente, o governador nunca pode estar satisfeito com os indicadores. Tenho propostas muito fortes na área da segurança, não só aumento de efetivo, vamos investigar na inteligência para as viaturas policiais, esse sistema vai ser virado para reconhecimento facial também. Ou seja, vamos conseguir avançar na tecnologia. E tolerância zero a crimes de patrimônio. Vou falar novamente do Haddad porque fico vendo as propostas do PT. Eles querem o fim da Polícia Militar.


21h20 – Quanto custaria zerar a arrecadação previdenciária para aposentados?

Rodrigo Garcia: Custaria R$ 204 milhões por ano. O Estado tem caixa para deixar de cobrar. Aliás, todas as decisões que tenho tomado faço com muita responsabilidade fiscal, porque sei que Estado quebrado não gera emprego. Fico vendo as propostas do Haddad que propôs zerar cesta básica e de carne. Ele vai zerar ICMS para churrasco para rico, não é inteligente.


21h14 – Cristina Graeml questiona sobre redução do ICMS e pedido de socorro à União

Rodrigo Garcia: Vamos zerar por exemplo o imposto de ICMS pra população mais pobre. População pobre de São Paulo não vai pagar e nós vamos devolver todo o ICMS pago pra ela, isso custa um R$ 1,1 bilhão por ano, eu já vou colocar no orçamento de 2023. Agora, fui responsável por buscar um ressarcimento dessa perda de arrecadação [do limite do ICMS dos combustíveis] como todos os Estados estão fazendo. São Paulo não foi o primeiro, nós entramos junto com outros Estados e tivemos a liminar do STF.


21h09 – Como confiar na construção da linha entre São Paulo e Campinas se linha 17 do monotrilho está parada?

Rodrigo Garcia: A Linha 17 não está parada, tivemos que cancelar o contrato em 2019, relicitamos. Vamos entrar ela até o final de 2024. Essa obra do monotrilho 17 é um exemplo do que herdamos.


21h06 – José Maria Trindade questiona sobre guerra fiscal com a Zona Franca de Manaus

Rodrigo Garcia: A guerra fiscal não traz benefícios aos Estados, é só olhar o ranking de competitividade. Pouca coisa mudou. O pacto federativo acabou se tornando Estados mais pobres dependentes, sem gerar competitividade e emprego. Eu, como governador, tenho luta por uma revisão e se eleito quero lutar pela reforma tributária. Serei um governador que vou defender a mudança na cobrança no consumo, não mais na produção, porque teremos um ciclo de desenvolvimento econômico.


21h04 – Daniel Caniato questiona se fechamento na pandemia foi ‘duro demais’ sobre fechamento na pandemia

Rodrigo Garcia: Importante registrar que SP foi o Estado que mais cresceu durante a pandemia. Quando a gente vive algo inédito, como vivemos, podemos olhar e fazer outras avaliações. São coisas que você olha em perspectiva e poderia ter feito outras coisas. Mas os Estados que agiram de maneira mais rigorosa, reagiram melhores.


21h02 – Por que se candidatar ao governo de SP pelo PSDB?

Rodrigo Garcia: Estou muito confiante de ganhar as eleições no Estado. Tenho uma história dedicada a São Paulo. A mudança partidária se deu por várias questões que o DEM vivia. Não mudei de lado na política, não deixei de acreditar no que acreditava na polícia. Fiz apenas uma migração. As coisas não estão perfeitas, portanto o governador tem que traduzir as necessidades de população.


21h – Daniel Caniato e Lívia Zanolini dão boas vindas a Rodrigo Garcia





Source link

Comente a matéria: