Embora não haja um estudo específico sobre a altura máxima a que mosquitos podem chegar, a questão aqui é mais se eles “querem” voar tão alto. O que interessa para esses insetos é estar próximos aos locais em que se reproduzem ou têm a chance de nos picar. Tanto podem estar no 20º andar de um prédio, levados por uma corrente de ar (e aí passar a atacar pessoas de outros apartamentos) quanto perto do chão. E aqui embaixo é exatamente onde tendem a se refestelar com a maior quantidade de gente à disposição para seu almoço. 

Por isso mesmo, mosquitos não costumam ser grandes viajantes. Pesquisadores observaram que os do tipo domésticos preferem não voar acima de 8 metros de altura, de modo que representam mais incômodo para quem mora até o terceiro andar de um edifício. 

O consenso entre os especialistas, então, é que esses insetos geralmente optam pela facilidade de encontrar o que precisam mais perto do térreo, sem ter de concentrar tanto esforço para bater asas até os andares mais altos. 

O frio também é um motivo pelo qual eles tendem a voos mais rasantes. Como explica Fabiano de Abreu Rodrigues, membro da Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva – que bate com a constatação de pesquisadores mundo afora –, insetos em geral são incapazes de regular a temperatura do corpo seja qual for o ambiente, de modo que a friaca em altitudes maiores pode “desligá-los” e impedi-los de se mover.

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Turbulências nas alturas

A densidade do ar é outro desestímulo para os mosquitos que querem voar, voar, subir, subir… Em altitudes elevadas, as asas dos insetos têm menos moléculas de ar para empurrar de modo a manter seus corpos no ar.

O oxigênio reduzido nas alturas também é um impeditivo. Insetos precisam fornecer esse elemento aos seus tecidos por meio da respiração aeróbica para funcionar.

Chuva: se um mosquito pousado em um galho for atingido por uma gota caída das nuvens, a água o esmagará com uma força de 10 mil vezes o seu peso corporal. Por isso, eles tendem a se esconder.

Pergunta de estevaobayerl, via instagram

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Fontes: Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, membro da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva; InsectCop.

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