Bolsonaro usou ferro de solda em tornozeleira por ‘curiosidade’, diz à PF

Bolsonaro usou ferro de solda em tornozeleira por ‘curiosidade’, diz à PF

Ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu à Polícia Federal ter danificado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda quente, alegando ser motivado por curiosidade. A violação do dispositivo foi crucial para a decretação de sua prisão preventiva pelo STF.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou à Polícia Federal que utilizou um **ferro de solda** para danificar a sua tornozeleira eletrônica, motivado unicamente por **”curiosidade”**. A confissão, registrada em vídeo divulgado pela própria PF, foi formalizada em um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap-DF) e detalha o incidente que culminou em sua prisão preventiva.

Em um trecho do vídeo, uma policial questiona Bolsonaro sobre o que ele teria usado para danificar o equipamento. A resposta do ex-presidente foi direta: **”Eu meti ferro quente aí. Curiosidade”**. Quando a agente tenta esclarecer se seria um ferro de passar, Bolsonaro corrige, afirmando ser um **”ferro de soldar, de solda”**.

Bolsonaro negou ter tentado arrancar a pulseira que prende o dispositivo ao seu tornozelo, garantindo que a **pulseira estava intacta**, apesar de o **”case”**, ou capa do equipamento, ter sido violado. Ele informou que começou a mexer no dispositivo **”no final da tarde”**.

O relatório da Seap-DF descreve que o dispositivo apresentava **”sinais claros e importantes de avaria”** e **”marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”**. Segundo o documento, Bolsonaro **”facilitou rapidamente o acesso da equipe à sua residência”** para a verificação.

A violação da tornozeleira eletrônica foi o principal argumento utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para decretar a prisão preventiva do ex-presidente. A decisão foi amplamente repercutida, com manchetes internacionais destacando a narrativa de **”risco de fuga”** associada à prisão de Bolsonaro.

A situação gerou reações fortes, com Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificando a prisão como **”tortura”** e uma tentativa de matá-lo. Paralelamente, questões sobre o quadro de saúde de Bolsonaro foram levantadas, com argumentos de que seria **”incompatível com prisão não domiciliar”**.


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