Enquanto isso, o próprio STF oferece pautas que turvam o debate na opinião pública, seja com decisões que reescrevem a história do combate à corrupção no Brasil, ignorando fartas revelações de malversação de recursos públicos, como se viu recentemente com Dias Toffoli, seja com a atuação errática ou polêmica em casos envolvendo seus ministros. Vejamos o gasto de energia e da estrutura pública em um inquérito de injúria contra o ministro Alexandre de Moraes pelo episódio do aeroporto de Roma que, ao fim e ao cabo, não gerou nem sequer um indiciamento. Ou o próprio fato de Moraes comandar inquéritos do 8 de janeiro e de toda a máquina de maldades bolsonarista sendo ele próprio vítima de tais ações.
Enquanto nossos líderes oferecem cascas de banana e atalhos para polêmicas e firulas a cada dia, seguimos como o 14º país mais desigual do mundo, segundo o Índice de Gini. Em 60º lugar em uma lista de 64 países no ranking de competitividade econômica global da suíça IMD. Especialmente, em 57º e tendo caído cinco posições no Ranking Mundial de Competitividade Digital, também em uma lista de 64 países avaliados.
No campo educacional, figurando em 53º em leitura, 61º em ciências e 65º em matemática no ranking do Pisa composto por 81 países. Na segurança pública, sendo líder mundial em homicídios segundo estudo revelado pela ONU em dezembro do ano passado, com 10,4% dos casos no planeta, e estando apenas em 25º lugar na qualidade de sua segurança entre 27 nações do G-20 e convidados para a cúpula do grupo, de acordo com estudo da Firjan. Tudo num cenário em que as facções dominam de presídios a contratos públicos, passando por territórios de grandes cidades onde só se entra com autorização de um estado paralelo.
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