Ciro Gomes: O Ego.

* Por Marcos Nogueira
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Quem assistiu o Roda Viva, TV Cultura, tendo como entrevistado o megalomaníaco Ciro Gomes, o “coroné” cearense, pôde ver um falastrão sendo sabatinado por uma equipe jornalística totalmente reserva, ou que se assemelhava à seleção brasileira de futebol de 1966. Aquela, cheia de craques, mas totalmente perdida em suas posições e sem definição da equipe principal. O resultado todos sabemos!
Os jornalistas presentes, se preparados ou sem receio do valentão da boca pra fora, como dizemos no linguajar popular, poderiam ter colocado Ciro fora de combate já no primeiro round. Mas, não, deram asas para que ele vomitasse EUs e MINs, como bem faria Narciso diante do espelho. “Eu sou o único político honesto.” “Meu governo no Ceará foi o melhor do Brasil”. “Eu ajudei a criar o Plano Real”. E assim foi no transcorrer da exposição “Ego Sunt”.
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Apalermados ou temendo a “boca suja” do D. Quixote e seu Rocinante, muito diferente do personagem de Cervantes, disse do seu irmão um herói, por ter enfrentado policiais inconformados com as condições de vida, jogando e dirigindo uma retroescavadeira sobre eles. O fato de ter sido ferido justifica iminentes mortes daqueles que apenas pediam socorro a seus lares!
Sancho Pança ou Cid Gomes nada mais fez ou cometeu do que um ato desumano e de selvageria. Mas Ciro Gomes o chamou, o chama, de herói. Talvez seja, para os que torciam pelo Esqueleto, na luta contra He-Man. Mas o mal nunca venceu o bem. E assim se nivela Ciro Gomes, acumulando derrotas e mais derrotas, quando sai do seu esconderijo nordestino. E, olhem: uma parte do Nordeste!

No último embate político, Ciro Gomes buscou Fernando Haddad, para formalizarem uma chapa com chances de vitória. Esse concordou. Lula disse “não”. Aí seu outrora chefe ( Lula) passou a ser bandido, ladrão e outras coisas mais e más. O falastrão fez uma viagem ao exterior, para não oferecer chances de sucesso àquele que lhe deu a mão.
Sou contra Lula. Sou a favor da sua punição. Mas eu já o era… diferente de Ciro Gomes, que estaria fazendo curvaturas, se o cenário da campanha fosse com a bandeira do PT hasteada no seu palanque, junto com toda a sua militância!
Isso os jornalistas não souberam ou recearam perguntar, por temor ou por ser a equipe totalmente reserva ou igual à seleção de 1966, mesmo com Pelé e companhia!
* Marcos Nogueira é jornalista, escritor e foi redator de vários jornais do Estado.


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