Se a previsão de ocorrência do La Niña se confirmar, será o terceiro ano seguido com o fenômeno incidindo no verão do hemisfério sul, algo que só aconteceu duas vezes em 73 anos

Divulgação/Emater-GOMáquina plantadeira anda sobre campo de soja
Plantio da nova safra de soja começa daqui a um mês

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos atualizou recentemente as projeções sobre La Niña, e há previsão de ocorrência do fenômeno entre a primavera e o início do verão. Neste último documento, a NOAA revelou que a chance de ocorrência do La Niña no trimestre de outubro a dezembro subiu de 66% no mês passado para quase 80% agora. Caso essa previsão se confirme, será o terceiro ano seguido com o fenômeno incidindo no verão do hemisfério sul — situação rara —, algo que só aconteceu duas vezes em 73 anos. La Niña costuma gerar mais chuvas na região centro-norte do Brasil e menos chuvas na região centro-sul. Na safra 21/22, a quebra que observamos no centro-sul do país foi gerada por estiagem — estávamos sob a influência climática do fenômeno. Isso significa que há um grande risco para a produção na temporada 22/23? Cedo para dizer. Meteorologistas afirmam que os impactos não foram iguais de um ano para o outro.

Daqui a cerca de um mês começa o plantio da nova safra de soja. A consultoria Rural Clima afirma que, com o La Niña no Cerrado, as chuvas plantadeiras devem atrasar, com perspectiva de chegada de precipitações a partir da segunda quinzena de outubro. Já em áreas do Sul, o tempo chuvoso no início da safra verão pode dificultar a semeadura, principalmente em áreas do Paraná. Apesar da presença de La Niña, a expectativa de instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento é de safra recorde no Brasil A projeção é de uma produção de grãos total de 300 milhões de toneladas, a maior da história em 2022/23.  Vamos esperar e ver o que o terceiro La Niña seguido nos reserva.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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