É difícil cravar as primeiras aparições de um sinal de comunicação não verbal. Por serem gestos triviais, do dia a dia, raramente dão as caras em registros históricos. Algumas das primeiras referências ao sinal com polegar para o alto vêm da Roma Antiga; se você já assistiu a Gladiador (2000), sabe que a direção apontada pelo dedo decidiria o destino dos combatentes da arena. Só que o filme erra nessas cenas.
Na realidade, o joinha que conhecemos hoje como um sinal positivo manifestava desaprovação na época – e era o que condenava à morte os gladiadores que perdiam seus combates. O oposto dele, de aprovação, também não era um joinha para baixo, e sim um punho fechado, com o dedão dobrado por cima. Em latim, esse gesto favorável era chamado de pollices premere, algo como “pressione os polegares”. Já o sinal de condenação era o pollice verso (“polegar virado”).
A confusão atual começou em 1872, o pintor Jean-Léon Gérôme quis retratar uma luta de gladiadores no seu quadro Pollice Verso, ele mostrou uma arena lotada com um guerreiro de pé, pisando no corpo de outro. A maioria da multidão está com o braço estendido e o polegar apontado para o chão. Aí não, Gérôme…
Apesar de ser conhecido por sua precisão histórica, o artista se equivocou na pintura: o certo seria retratar o joinha, o gesto negativo da época. Mas ela mostra os polegares virados para baixo.
Já o primeiro registro escrito do uso positivo está num livro de 1917: Over the Top, de Arthur Guy Empey. A obra conta as experiências de um americano que serviu no exército britânico na Primeira Guerra Mundial, e o joia é descrito como uma sinalização aos colegas querendo comunicar que estava tudo bem.
Já um exemplo no cinema estreou no filme mudo O Inquilino (1927), de Alfred Hitchcock. Ao averiguar que cédulas de dinheiro não são falsificadas, uma personagem usa os dois polegares para indicar que está tudo certo.

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