[Editado por: Marcelo Negreiros]
Para Holland, um dos problemas trazidos com a concentração não é apenas o mercado como um todo ficar na mão de uma única empresa, mas um aeroporto ou uma rota apenas passarem a ser operados exclusivamente pela nova suposta companhia. Seria o caso dos aeroportos de Confins (MG), Recife (PE) e do Galeão (RJ), que teriam, respectivamente, 88%, 84% e 81% de seus voos apenas na mão da nova empresa.
“Se a empresa que operar de maneira majoritária um desses aeroportos passar por uma séria dificuldade, há o risco de a população desses locais enfrentarem um grande transtorno”, diz Holland.
Isso mostra que, como a Azul opera com tarifas médias 24% acima das da Gol nas 96 rotas que concorre com a Gol, a possível fusão resultaria em um elevado aumento no valor das passagens, afirma Holland. Ao mesmo tempo, haveria uma redução no número de assentos, justamente para evitar a sobreposição de voos nos mesmos trechos, diz o economista.
Em 2023, Latam teve 37,8% da demanda no mercado doméstico, enquanto Gol teve 33,3% e Azul ficou com 28,4%. A fusão representaria mais de 60% da demanda nacional na mão de apenas uma empresa.
[Redação]
Descubra mais sobre MNegreiros.com
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
