Governo age para blindar STF e PGR com troca de membros na CPI
Aliados do governo federal estão empenhados em uma manobra estratégica para **barrar o relatório da CPI do Crime Organizado**, que propõe o indiciamento e a instauração de processo de impeachment contra **três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)** e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A votação do documento, originalmente agendada para a manhã desta terça-feira, foi adiada para a tarde, permitindo que o cenário político fosse alterado em favor dos interesses governistas.
Mudança de Composição Garante Votos Contra o Relatório
A estratégia governista envolveu a **substituição de senadores favoráveis ao relatório por parlamentares com orientação contrária**. Essa alteração na composição do colegiado da CPI, que conta com 11 senadores titulares e sete suplentes, visa reverter o placar da votação. Com as mudanças promovidas, a expectativa é que o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) enfrente **seis votos contrários e apenas quatro a favor**, inviabilizando sua aprovação.
Relatório Pediu Indiciamento e Impeachment
O relatório em questão, elaborado pelo senador Alessandro Vieira, não poupou críticas e, segundo as fontes, recomendava o **indiciamento de ministros do STF e do PGR**. A proposta de impeachment contra os membros da mais alta corte do país e o chefe do Ministério Público Federal gerou forte reação e mobilização entre os aliados do governo, que viram na CPI uma ameaça à estabilidade institucional. A alteração de última hora na CPI demonstra a preocupação em **proteger a cúpula do judiciário e do MPF**.
Senadores Substituídos por Opositores ao Relatório
Entre as trocas realizadas, destacam-se as saídas dos senadores Sérgio Moro (PL-PR) e Wellington Fagundes (PL-MT), que foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Marcos Rogério, respectivamente. Outra mudança significativa foi a transição do senador Jorge Kajuru (PSD-GO) para a suplência, dando lugar a Soraya Thronicke (PSD-MS). Essas substituições foram cruciais para **alterar o equilíbrio de forças dentro da CPI**, assegurando que o relatório contra os ministros do STF e o PGR não avance.
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