Com formação clássica, banda mostra que soube evoluir com o tempo
Renato Vieira – O Estado de S. Paulo
A espera dos fãs do Black Sabbath por 13, CD lançado pelo grupo inglês em 2013, foi saciada pelo punhado de boas canções que os ingleses compuseram para o novo álbum, aliado ao peso da formação original – com exceção do baterista Bill Ward, que deu lugar a Brad Wilk. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler não entravam em um estúdio juntos desde 1978, gerando um misto de esperança e receio que resultou em um saldo positivo agora reconhecido pelo Grammy.
O Sabbath recebeu três indicações: Melhor Álbum de Rock (categoria majoritariamente composta por medalhões, entre eles David Bowie, Led Zeppelin e Neil Young); Melhor Música de Rock e Melhor Performance de Metal — as duas pela faixa God Is Dead?,primeiro single de 13. A canção com quase nove minutos tem o padrão Sabbath: guitarra-chiclete, batida bem marcada, evidenciando que Wilk foi uma escolha acertada para a bateria e letra com atmosfera sombria, através de referências a Deus e ao diabo.
Mesmo com todos os ingredientes que caracterizam o Sabbath, 13 mostrou que a banda soube andar para a frente. Assim como seu companheiro de indicação a Melhor Álbum de Rock, David Bowie, não deixou de lado sua essência em The Next Day. Não se pode dizer o mesmo do álbum de Neil Young com a Crazy Horse, que oscila entre egotrips e lapsos de virtuosismo e de Celebration Day, do Led Zeppelin. Bem tocado e produzido, porém sem nada a acrescentar às gravações originais dos clássicos que estão no repertório do CD.
Ainda em Melhor Álbum de Rock, estão Queens Of The Stone Age, com Like Clockwork eMechanical Bull, do Kings of Lion. Na comparação qualitativa, os medalhões saem na frente. E o Sabbath e Bowie puxam o barco.
Fonte: Estadão.com
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