Ministro Flávio Dino estende medida que impede vice-prefeito de Macapá de acessar a administração municipal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu prorrogar por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos). A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e visa garantir o andamento das investigações sobre suspeitas de desvio de gastos com recursos de emendas parlamentares no município. O afastamento, inicialmente fixado em 60 dias, agora tem validade estendida sem prazo definido.
Proibição de acesso e risco de prisão
A determinação de Flávio Dino impõe a Mário Neto a proibição de frequentar setores da administração pública de Macapá e de acessar sistemas da prefeitura. O descumprimento desta ordem poderá levar à prisão preventiva do vice-prefeito. O caso ganha destaque também pela rivalidade política entre Mário Neto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Justificativa da Polícia Federal
Segundo a Polícia Federal, a prorrogação do afastamento era necessária para que o suspeito não interfira no curso das investigações. A corporação apura indícios de irregularidades na gestão de verbas provenientes de emendas parlamentares.
Fatos novos motivam a decisão
Na nova decisão, o ministro Flávio Dino aponta que surgiram fatos novos após o afastamento inicial, os quais indicam uma tentativa de interferência nas investigações. A PF reforça que a continuidade do afastamento é crucial para a integridade do processo investigativo, evitando qualquer tipo de manipulação de provas ou influência sobre testemunhas. A defesa de Mário Neto foi contatada pelo Estadão, mas ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.
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