Presidente ucraniano também recebeu parecer sobre o que esperar da ajuda dos EUA e do Ocidente na continuação da guerra

PATRIK STOLLARZ / AFPblindados para Ucrânia
Estados Unidos tem investido com tanques de guerra, armas e dinheiro

O diretor da Agência Nacional de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), William Burns, se reuniu em segredo na semana passada com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para lhe repassar suas previsões sobre os planos da Rússia, segundo informou nesta quinta-feira, 19, o jornal “The Washington Post”. De acordo com várias fontes cientes da viagem a Kiev, o que mais interessou a Zelensky e sua comitiva foi quanto tempo a Ucrânia pode esperar que continue a ajuda dos EUA e do Ocidente, depois que os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Representantes e que o respaldo ao país tenha perdido apelo em parte do eleitorado americano. O jornal relatou que Burns frisou que este é um momento-chave no campo de batalha e admitiu que chegará um momento em que será mais difícil obter fundos. As autoridades ucranianas saíram desse encontro com a sensação de que o apoio do governo do democrata Joe Biden continua forte e que os US$ 45 bilhões de ajuda ao país, aprovados pelo Congresso em dezembro do ano passado, durarão “pelo menos” até julho ou agosto. Por outro lado, Kiev está menos segura sobre a possibilidade de o Congresso aprovar outro pacote de assistência adicional, acrescentou o jornal.

A viagem de Burns a Kiev vazou um mês antes do primeiro aniversário da invasão russa na Ucrânia. O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Kevin McCarthy, sugeriu durante a campanha eleitoral das eleições de meio de mandato em novembro do ano passado que seu partido bloquearia a ajuda enviada a Kiev pelo governo democrata porque não poderia dar um “cheque em branco” para Ucrânia. Em visita histórica a Washington no final de dezembro, Zelensky falou como convidado de honra perante o Congresso dos EUA e afirmou naquele discurso que o dinheiro para seu país não é caridade, mas “um investimento na segurança global e na democracia”.

*Com informações da EFE





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