[Editado por: Marcelo Negreiros]
Entendemos que a divisão gerou ruido. O que temos que fazer é comunicar que foi técnica. O comitê pesou o custo e beneficio de se manter um guidance que tinha sido comunicado na reunião anterior e entendemos que existia espaço para mudar o guidance [diante da mudança de cenário].
Roberto Campos Neto, presidente do BC
Tem uma tentativa de politizar as decisões. Não foi isso que aconteceu, é só mais um momento que temos que manter a serenidade, falar que foi técnico. O tempo é o melhor remédio, acho que as nossas decisões vão mostrar que são técnicas.
Roberto Campos Neto, presidente do BC
Cenário brasileiro
Campos Neto diz que há um aumento de anomalias climáticas em todo mundo e que isto dificulta o trabalho do BC. O presidente do órgão afirma que este tipo de acontecimento impacta diretamente as decisões monetárias, já que questões no clima podem encarecer o preço dos alimentos e de energia elétrica, por exemplo.
Campos Neto comentou sobre os pisos de saúde e educação. Existe uma proposta de desvincular os pisos de saúde e educação do salário mínimo em relação à previdência e benefícios. Segundo a colunista do UOL Mariana Londres, a Constituição de 1988 prevê que gastos com saúde e educação correspondem a um percentual mínimo das receitas públicas, ou seja, o piso é vinculado à receita, a chamada vinculação). Quando as receitas aumentam, os gastos com saúde e educação crescem na mesma proporção. Para Campos Neto, a desvinculação seria positiva.
[Redação]
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