Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o ex-ministro Sepúlveda Pertence falou sobre decisão que afastou o governador de seu cargo após atos de vandalismo em Brasília

José Cruz/Agência BrasilSepúlveda Pertence Ex-ministro do STF comentou as investigações sobre os atos de vandalismo em Brasília

A Justiça do Distrito Federal decidiu que os nomes dos envolvidos nas manifestações que levaram à invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília deverão ser divulgados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) argumentou um pedido para ajudar as famílias que foram à unidades prisionais atrás de informações dos parentes detidos. Como consequências dos atos, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado do cargo pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado também determinou a prisão do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence falou sobre o andar das investigações e defendeu que é necessário mais tempo e investigações profundas para determinar quem são os responsáveis e se, no caso de Ibaneis, houve negligência por parte do governador.

“O próprio ato de vandalismo praticado pelos manifestantes ou bandidos já dão base para começar a investigação, que é necessária. Temos aqui cada um jogando para o outro a missão de investigar. Evidentemente que ainda é bastante improvável de podermos acusar este ou aquele preso. Temos aqui o único com maiores informações a prestar que é o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça, Anderson Torres. No mais, é tudo a apurar. Por exemplo, o governador do Distrito Federal, que negou tudo. Foi o último a saber, segundo ele, do que ocorria na Praça dos Três Poderes. Evidente que isso é insuficiente. É preciso aguardar investigações mais profundas para incriminar e verificar se houve ou não negligência das organizações sob o comando do governador”, disse Sepúlveda, que concluiu, comentando sobre um possível aumento do período de afastamento. “Seria precipitado dizer se ao final desses 90 dias é preciso tomar alguma providência concreta no âmbito dos órgãos do Distrito Federal”, concluiu.

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