É comum os estudantes ficarem preocupados se tiveram uma boa performance na avaliação e como isso afetará o futuro acadêmico

Nos últimos domingos, 13 e 20 de novembro, foram realizadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), avaliação importante que insere os candidatos no ensino superior. Para muitos, é o momento mais importante para iniciar uma vida acadêmica, cursando a graduação dos sonhos ou aquela de mais identificação para atuar mercado e seguir carreira. Devido a relevância da realização da prova, é comum os estudantes ficarem preocupados se tiveram uma boa performance na avaliação e como isso afetará o seu futuro. É neste momento que a ansiedade aumenta e pode prejudicar a saúde mental do participante.

Com este cenário, o coordenador do curso de Psicologia do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau João Pessoa, Sócrates Pereira, explica como essa pressão social pode ser prejudicial para o aluno, não somente no desempenho da avaliação, mas, também, para a vida adulta em si que está se iniciando para muitos. “Muitas vezes, é colocada uma pressão enorme em cima deste grupo, que em sua maioria está entre 16 e 19 anos, ou seja, não têm muitas certezas sobre o que estudar, qual profissão escolher e trabalhar. Há cobranças de todos os lados, principalmente da escola e dos parentes para que tudo dê certo e não haja margem para erros, pois é imposto para eles a necessidade de decidir o que fará para o resto da vida, mas sabemos que não é assim que funciona. Muito se fala sobre a ansiedade para fazer o Enem, mas pouco é mencionado sobre o depois e como isso pode mexer com o psicológico”, afirma.

O professor ainda ressalta a importância de as pessoas tentarem manter a calma em relação ao resultado, para não ir de encontro com o desespero caso não seja um resultado favorável. “É muito importante trabalhar a questão da ansiedade nesse momento. Procurar fazer terapia, relaxar, realizar algo que goste e distrair a mente para evitar ter pensamentos ansiosos, criando cenários fictícios e não condizentes com a realidade. A cobrança existe para todos, mas não é saudável quando é persistente e somente pessimista. É normal não entender quais os caminhos seguir com tão pouca idade, e mesmo para os mais maduros, e querem ter a chance de fazer uma faculdade, acredite, existem outras oportunidades e maneiras disso acontecer. Será, ainda mais, doloroso se culpar pelo processo não ter dado certo. É preciso ressignificar as consequências”, aponta Sócrates Pereira.

Por: assessoria

By Marcelo Negreiros

Jornalista militando na profissão desde 1985, trabalhando nas TVs Paraíba e Cabo Branco, afiliadas Rede Globo na Paraíba, durante 15 anos. Diplomado em 2001 pelas Faculdades Integradas de Patos.

Comente a matéria: