[Editado por: Marcelo Negreiros]
O governo brasileiro não reagiu oficialmente às últimas declarações do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que questionam a validade do processo eleitoral brasileiro. Nos bastidores, no entanto, o governo classifica as falas como “provocação desrespeitosa” dirigidas a um aliado.
Sem citar Lula nominalmente, Maduro aconselhou a tomar chá de camomila quem tenha se assustado com suas declarações de que, se não ganhar a eleição presidencial, haverá um “banho de sangue” na Venezuela (leia mais abaixo). Lula havia dito ter se “assustado” com a fala de Maduro sobre o resultado das eleições.
Valdo Cruz: clima de constrangimento com reação de Maduro
Em resposta ao presidente venezuelano, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, reiterou ao blog que “as urnas e as eleições brasileiras são auditadas, desde o início do seu processo até o seu final”.
A presidente do tribunal acrescentou que nunca foram “comprovados quaisquer tipos de fraudes e erros” e que a “Justiça Eleitoral brasileira é confiável e pode contar com a confiança da população”.
Observadores internacionais
O TSE vai enviar dois servidores seniores, com experiência na gestão das eleições brasileiras, para atuarem nos grupos de observadores internacionais.
Os dois vão acompanhar todo o processo eleitoral venezuelano e checar se houve algum tipo de cerceamento a eleitores e se as urnas foram lacradas ou não. O relatório deles será divulgado assim que eles retornarem ao Brasil.
No Palácio do Planalto, a eleição na Venezuela está pondo em alerta o governo brasileiro. Ela está marcada para o próximo domingo (28) e Nicolás Maduro, que busca nova reeleição, não dá sinais claros de que irá aceitar um resultado que não seja sua vitória.
A declaração foi mal-recebida dentro da avaliação de que o presidente brasileiro sempre teve uma posição de aliado de Maduro.
Lula tem conversado com sua equipe, principalmente na área de inteligência e nas Forças Armadas, para se preparar para o pior, apesar de esperar que tudo ocorra com tranquilidade.
O receio da equipe de Lula é que a Venezuela entre em convulsão social se Maduro for derrotado e tentar dar um golpe. Isso criaria um cenário de caos num país que tem uma grande fronteira com o Brasil, o que pode provocar uma nova onda de fuga de venezuelanos em direção ao território brasileiro.
[Redação]
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