Empresário é preso na Paraíba por suspeita de lavar R$ 1,6 bilhão
Um empresário identificado como Guilherme Ricardo Fuhr, natural de Santa Catarina, foi preso em um hotel na cidade de João Pessoa, Paraíba. Ele é apontado pelas autoridades como um dos principais envolvidos em um esquema suspeito de lavar cerca de R$ 1,6 bilhão. Fuhr é dono de empresas do tipo fintech e, segundo a Polícia Federal, atuou como o “facilitador financeiro” da organização criminosa.
A participação no esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com documentos da Polícia Federal e da 5ª Vara Federal de Santos, em São Paulo, Guilherme Ricardo Fuhr utilizava suas empresas, a Digito Intermediação e a GRF Assessoria LTDA, como fachada. O objetivo seria viabilizar a circulação, ocultação e reintegração de recursos ilícitos, supostamente oriundos de apostas ilegais. Ele também é suspeito de ser o “financiador de despesas” de MC Ryan SP, apontado como um dos maiores beneficiários do esquema.
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e influenciadores também são presos
Na mesma operação, batizada de Operação Narco Fluxo, foram presos os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Influenciadores digitais como Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, com quase 15 milhões de seguidores, também foram detidos. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. A investigação aponta que o esquema envolvia técnicas como uso de empresas de fachada, fragmentação de transações, triangulação de operações e circulação internacional de valores.
Detalhes da Operação Narco Fluxo
A Polícia Federal informou que o esquema utilizava a indústria audiovisual e o showbusiness digital, associando o tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos, armas e um colar com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações seguem em andamento.
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