Governadores em Fim de Mandato Criam Turbulência Política para Impedir Vices

Intrigas Palacianas: Governadores Seguram o Poder para Bloquear Vices

Governadores de três estados brasileiros, impossibilitados de buscar a reeleição, optaram por permanecer em seus cargos até o fim do mandato, em uma estratégia clara para **impedir que seus vices assumam a liderança** e ganhem projeção política. Essa manobra, motivada por **rompimentos pessoais e políticos**, visa a **evitar o fortalecimento de seus vices** como potenciais candidatos em futuras eleições.

Tocantins: Onde Gabinetes São Removidos e Acessos Cortados

No Tocantins, a relação entre o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o vice Laurez Moreira (PSD) azedou a ponto de o governador aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que lhe permite viajar por até 15 dias sem precisar passar o cargo. A tensão escalou com a remoção do acesso de Moreira ao cartão corporativo e, mais drasticamente, com a **mudança unilateral do gabinete do vice** para um prédio comercial em Palmas. O conflito teria se iniciado pela ambição de Moreira em se candidatar ao governo. O episódio de afastamento temporário de Barbosa em 2022, devido a suspeitas de desvio de recursos, e as subsequentes mudanças feitas pelo vice, intensificaram a desconfiança.

Rondônia: Traições e Justiça em Meio a Conflitos Internacionais

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (PSD) também rompeu com seu vice, Sérgio Gonçalves (União). Rocha desistiu de sua candidatura ao Senado para **manter o controle do governo** e barrar o acesso de Gonçalves. Em declarações à imprensa local, Rocha afirmou não poder entregar o comando do estado a quem o traiu. A crise se aprofundou em junho de 2025, quando o governador ficou retido em Israel devido a conflitos, e o vice tentou, via judicial, anular a permissão para que Rocha se ausentasse do país sem transferir o cargo, um movimento que foi visto como **deslealdade política**.

Maranhão: Embate Político com Aliados de Flávio Dino

No Maranhão, a disputa entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o vice Felipe Camarão (PT) é intensa e envolve conflitos políticos com o grupo do ministro Flávio Dino. Brandão, que planejava concorrer ao Senado, adiou seus planos para **evitar que Camarão assuma o governo**. A relação, outrora de parceria, tornou-se antagônica, com Camarão acusando Brandão de manipular instituições para atingir adversários, alegação negada pelo governador. O grupo político de Dino busca, no Supremo Tribunal Federal, o afastamento de Brandão do cargo.

Rio Grande do Norte: Um Pedido Presidencial em Meio a Desentendimentos

O caso do Rio Grande do Norte, com a governadora Fátima Bezerra (PT), apresenta nuances distintas. Apesar de um desentendimento com o vice Walter Alves (MDB), a governadora optou por permanecer no cargo até o final do mandato **a pedido do presidente Lula**, visando apoiar a candidatura de Cadu Xavier (PT) à sucessão. Inicialmente, Bezerra cogitava disputar o Senado, mas a possibilidade de Alves renunciar caso ela deixasse o cargo levou a um acordo para que ambos concluíssem seus mandatos. Alves agora se lança como pré-candidato a deputado estadual.


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