Indiciamento repete modus operandi da Lava-Jato, diz Juscelino Filho

[Editado por: Marcelo Negreiros]

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, afirmou que o relatório da Polícia Federal (PF) que o indicia pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva repete o modus operandi da Operação Lava-Jato, que, segundo ele, “causou danos irreparáveis a pessoas inocentes”.

Em nota, o ministro colocou em dúvida a isenção do delegado da PF que conduz o inquérito e disse que o indiciamento é “uma ação política e previsível”, que, na sua visão, partiria de uma apuração que “distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito”.

O caso envolve repasses para Vitorino Freire, cidade comandada por Luanna Rezende, irmã do ministro. O relatório final do inquérito foi encaminhado ao gabinete do ministro Flávio Dino, do STF.

Para Juscelino Filho, trata-se de “fatos antigos” e que não seriam de sua responsabilidade como parlamentar. “No exercício do cargo como deputado federal, apenas indiquei emendas parlamentares para custear obras. A licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes”, afirmou.

Na avaliação do ministro, a investigação “parece ter se desviado de seu propósito original”. Segundo ele, o trabalho da PF “concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”.

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“É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público”, acrescentou.

Juscelino Filho disse ainda que o inquérito da PF “devassou” sua vida e as de seus familiares “sem encontrar nada”.

“Durante o meu depoimento, o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação. Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento”, afirmou o ministro.

“É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”, concluiu.

[Redação]

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