Foto: Marcelo Negreiros
Por Marcos Nogueira.
Diria o gozador da esquina: “Barba, cabelo e bigode”. Outro diria: “E cabelo do nariz!”
-Não foi pra menos. Tudo articulado, nos mínimos detalhes! -Até Lucinha (‘cabeça de rolinha!’).
-Verdade, o Doutor não deixaria passar a ocasião, para saciar seus instintos e chutar quem magoou seu coração.
– Mas o Doutor não tem coração, tem titela!”
-Menos, menos! Ele é bonzinho! -Bonzinho é ruim duas vezes!
-O Boca hoje está impiedoso!
-Eu, não, o mundo todo!
-Então, você acha….?
-Lógico, lógico, mais do que certo.
-Ah! Captei vossa mensagem, mestre shakespeareano, alencareanamente falando! Significa dizer que dentro do propósito havia outros propósitos.
-Evidente!!
– Já sei, os vereadores do ‘balanço!’
-Óbvio! Eles achavam que, atraídos pelo canto da sereia, não iriam morrer em mar profundo? Tolos duplamente, ao confiarem numa maquiavélica pessoa.
Estava tudinho anotado no caderno. “A gente dá o milho, os bichos engordam e vão comendo a isca”
-Não precisa dizer mais nada, não sou mentecapto. Aí eles puxam o anzol.
-Eureca! Descobriu o Brasil!
-Mas eu não pensava que eles fossem tão…
-Ardilosos, você quis dizer. E fala que não é mentecapto!
-Mas Boca, como chegou a essa conclusão?
-Tolo, se o Doutor pular da torre da igreja de paraquedas, eu pulo ponta-cabeça!
Santo de Pau Oco, de vez em quando um pipoco!
-Não entendi!
-É outra história, proibida para menores de 18 anos. Outra cidade, sabe. Defuntos não falam.
-E eu não posso saber! Eita Boca misterioso!
-Quer silenciar ou quer ‘silêncio?’
-Cada vez mais enigmático. Fala claro, Boca!
E eu sou doido!
“Lá, Lari, Lalá! o Doutor se vingou e ainda vai gracejar!
– E, aí, Boca, nada para os que não souberam nadar?
– Acredito, cinco Pai Nosso e 20 Ave Maria, está ganha uma assessoria!
-E 20 Pai Nosso e 50 Ave Maria?
– Aí, pode-se imaginar, uma Secretaria!
-Rei morto, rei posto!
– Nem os ossos são lembrados!
-É a vida! É a vida!
-Samba?…
-Não, mas que eles dançaram, dançaram! Tô morrendo de triste!
-Qué isso, Boca!…
– Ora, ora, brincaram com o povo e morreram na praia.Agora, não adianta chorar!
– Mas, Boca, diz isso, não!
-Caixão e vela preta!
-E muita grana, ‘senhor!’. Pode crer. O peixe andou de porta em porta. E para o eleitor pobre é o que interessa!
-Quer dizer: feijão e arroz?…
-E uma garrafa de pinga!
-E agora?…
– Quatro anos de fartura! Cai, cai, tanajura, na panela da gordura…
-Boca não tem jeito!
-Vamos ver, vamos ver!
-Lá, Lari, Lalá!..
Tchau que já me vou!
-Até parece o outro doutor!
– Outro doutor, mentecapto?…
– Doutor Raiz!
-Tudo doido!
– O outro doutor, doido por dinheiro!
Lá, Lari, Lalá!
*Marcos Nogueira é Jornalista
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