Ministro da Saúde vê queda da cobertura vacinal contra a doença como um problema mundial

Billy Boss/Câmara dos DeputadosMarcelo Queiroga Marcelo Queiroga pede para os pais vacinem seus filhos contra a polimielite

Durante evento alusivo ao Dia Nacional da Vacinação, celebrada no dia 17 de outubro, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga reforçou a necessidade de vacinar a população contra a poliomielite. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 17, na sede da pasta, em Brasília. Para o ministro, a queda da cobertura vacinal contra a doença não é um problema exclusivo do Brasil.

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“Precisamos vacinar a população, principalmente nossas crianças. É inaceitável que em pleno século 21 nós tenhamos sofrimento das nossas crianças por doenças que já estão erradicadas há muito tempo”, afirmou Queiroga. Segundo o chefe da pasta, a baixa procura pelo imunizante é um problema mundial e ocorre pelo fato de muitos pais não saberem o impacto causado pela pólio.  “A queda das coberturas vacinais acontece em todo o mundo.

Não é só no Brasil. Em parte se deve ao fato de as pessoas não se lembrarem do que representa doenças como a poliomielite. Os pais jovens de hoje não sabem o impacto que tem a poliomielite. Então, temos que continuar alertando para que tragam as crianças para as salas de vacinação”, justificou.

Segundo ele, a meta é atingir 95% da cobertura vacinal. Hoje, o Brasil atingiu apenas 65,74%, segundo dados do DataSus.  “Desde o dia 7 de agosto, temos feito um apelo à nação brasileira para que levem suas crianças com menos de cinco anos para completar o esquema vacinal da pólio e a meta é de 95% de cobertura vacinal, das cerca de 15 milhões de crianças que são aptas a receber essas vacinas”, destacou Queiroga.

Os 38 mil postos de saúde do país possui os mais de 22 imunizantes oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A última vez que o Brasil registrou um caso da doença foi em 1989. Em 1994, o país recebeu o certificado  de erradicação pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dois órgãos declararam que o risco da pólio voltar ao Brasil é alto.

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