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Segundo o Ministério da Saúde, o alcoolismo é uma doença caracterizada pelo uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas. Porém, o consumo de álcool não precisa ser exorbitante para implicar problemas à saúde.
A verdade é que não existe dose segura de álcool, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A cervejinha do churrasco, o vinho de sexta à noite e a gin tônica das baladas, mesmo que socialmente aceitos e consumidos com moderação, ainda representam riscos.
Um novo estudo, realizado por pesquisadores dos Estados Unidos e publicado no periódico científico Alcohol, revela que mesmo o consumo de pequenas quantidades de álcool pode afetar o cérebro.
Os pesquisadores analisaram 45 adultos saudáveis, de 22 a 70 anos, que não tinham histórico de consumo excessivo de álcool no último ano. Todos os participantes do sexo masculino consumiam menos de 60 doses de bebida alcoólica por mês, e as mulheres, menos de 30. Essas quantidades são classificadas como de “baixo risco”. O consumo médio foi de 21 drinks, mas as pessoas variavam de 1 a 54 bebidas consumidas mensalmente.
O estudo considera que cada drink contém 14 gramas de álcool puro, o equivalente a uma cerveja, uma taça de vinho pequena ou um shot de destilado (vale lembrar que muitos coquetéis levam mais de uma dose).
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Os participantes responderam a questionários sobre a quantidade de álcool consumida no último ano, nos últimos três anos e ao longo da vida. Além disso, realizaram exames de ressonância magnética do cérebro.
Ao comparar os dados, os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de álcool e a redução do fluxo sanguíneo cerebral, o que pode aumentar o risco de doenças cerebrovasculares. Também foi observada, embora de forma menos robusta, uma relação com o afinamento do córtex, região fundamental para funções como pensamento e tomada de decisão.
Essa correlação também envolve a idade: o estudo sugere que os efeitos podem se acumular ao longo do tempo.
É importante ressaltar, contudo, que, apesar da associação identificada, a pesquisa não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de álcool e danos cerebrais. Para isso, são necessárias mais investigações, que considerem outros fatores (como dieta e prática de exercícios físicos) e acompanhem os participantes por períodos mais longos. O estudo tampouco aprofunda sobre os mecanismos por trás desses efeitos cerebrais.
[Por: Superinteressante]
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