[Editado por: Marcelo Negreiros]
O Supremo tinha que se dar ao respeito. Não é possível que mantenhamos indefinidamente esse tipo de prática, que não é de hoje. Os ministros já deveriam ter se dado conta de que isso não serve à hipotética supremacia do Supremo. Não orna com as necessidades do Supremo e dessas outras autoridades. Essas pessoas estão se esquecendo de maneirar. É preciso ter um pouco mais de recato. Josias de Souza, colunista do UOL
Josias chamou a atenção para um possível conflito de interesses, já que a isenção de membros do Judiciário seria questionada ao julgar processos envolvendo patrocinadores de eventos particulares do qual participaram e tiveram todas as suas despesas pagas.
A entidade [Grupo Voto], responsável pelo fórum diz que pagou as despesas, mas não quem financiou. Ela coletou fundos junto a empresas privadas. Está circulando no noticiário o nome de um banco, que teria pendências a serem julgadas no STF.
Não se pode fazer uma associação direta de que um juiz participou de um evento com patrocínio privado e ele, ao julgar determinada causa, premiará com uma sentença favorável aquela empresa que ajudou a custear o evento. Não se pode fazer essa associação automática, mas também é muito evidente que o ministro não pode se submeter a esse tipo de maledicência. Josias de Souza, colunista do UOL
O que aconteceu
Autoridades brasileiras foram à Europa para participar de fóruns jurídicos em Londres e Madri. O Grupo Voto, organizador do evento em Londres, disse ter arcado com todos os custos de passagens e hospedagens, mas não informou valores e quem eram os patrocinadores.
[Redação]
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