Em entrevista coletiva, Guedes criticou o ex-presidente Lula e falou sobre os protestos sociais em países da América Latina
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (25) que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 em um contexto de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil. Guedes classificou como “uma insanidade” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a presença do povo em manifestações na rua.
O comentário foi feito durante uma entrevista coletiva em Washington, nos Estados Unidos, quando o ministro comentava os protestos sociais em países da América Latina. Ele afirmou que é necessário prestar atenção nos acontecimentos nas nações vizinhas para ver se o Brasil não tem nenhum pretexto que estimule manifestações do mesmo tipo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
— Quando o outro lado ganha, com 10 meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática — afirmou o ministro.
Para Guedes, declarações sobre edição do AI-5, como a do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), configuram uma reação a convocações feitas pela esquerda. No final de outubro, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista, que se a esquerda radicalizar, “uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como ocorreu na Itália”.
Ao ser questionado, no entanto, se considerava a volta do AI-5 concebível em alguma circunstância, Guedes negou que uma medida como essa fosse aceita em uma democracia.
— É inconcebível, a democracia brasileira jamais admitiria, mesmo que a esquerda pegue as armas, invada tudo, quebre e derrube à força o Palácio do Planalto, jamais apoiaria o AI-5, isso é inconcebível. Não aceitaria jamais isso. Está satisfeita? — afirmou, dirigindo-se à repórter.
Com informações GauchaZH
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