Edson de França*
Cerca
de 5 mil paraibanos, revela a matéria do Correio da
Paraíba (17/09/2019), mantém perfis ativos no Universo Sugar, uma rede de
relacionamentos sui generis. A rede tem por objetivo aproximar pessoas que
tenham interesse em patrocinar/bancar o estilo de vida de potenciais parceiros.
O relacionamento
se dá, efetivamente, pela cessão de
“afetividades” em troca daquilo que o dinheiro pode proporcionar.
Homens e mulheres endinheirados investem nos luxos de uma outra(o) e, claro,
recebem em troca a justa afeição. Em razão de nossa tradição machista, e não
por acaso, há uma predominância de “papais doces” (sugar daddys), que
mantém sugar Babies (garotas doces). Parece coisa moderninha, né? É nada, a
rede só escancara o modus operandi de uma prática tão antiga quanto a fome.
“afetividades” em troca daquilo que o dinheiro pode proporcionar.
Homens e mulheres endinheirados investem nos luxos de uma outra(o) e, claro,
recebem em troca a justa afeição. Em razão de nossa tradição machista, e não
por acaso, há uma predominância de “papais doces” (sugar daddys), que
mantém sugar Babies (garotas doces). Parece coisa moderninha, né? É nada, a
rede só escancara o modus operandi de uma prática tão antiga quanto a fome.
Migração
Do papel para o mundo digital. As
instituições públicas, aos poucos, abandonam o velho papel. As facilidades e
economia prometidas pelo mundo virtual, concentram, cada vez mais, os
procedimentos burocráticos corriqueiros das repartições públicas nos sistemas
informatizados.
instituições públicas, aos poucos, abandonam o velho papel. As facilidades e
economia prometidas pelo mundo virtual, concentram, cada vez mais, os
procedimentos burocráticos corriqueiros das repartições públicas nos sistemas
informatizados.
A apologia
sempre caiu em minha mente como uma ação em prol da cantoria e
do repente. Cantoria, cultivo inquietante do verso, é sinônimo de apreciação do
belo. Repente, instante mágico da expressão instantaneamente articulada, de
resposta, de afronta. É a exaltação, singela ou crítica, à vida, aos céus, à
natureza em volta, à fauna, pessoas, plantas, coisas. A “apologia à
morte” como vi em matéria (patosonline, 17/09/2019), representa a
antítese. É a senda dos doentes, dos reticentes, dos psicopatas, dos
verdadeiramente imorais. Para eles a humanidade que em mim mora, me incorpora e
se agonia diante dos néscios, cobra do indigente uma carteirinha simples de ser
humano. Não quero mais. Não compreendeu a natureza humana, humano também não é.
do repente. Cantoria, cultivo inquietante do verso, é sinônimo de apreciação do
belo. Repente, instante mágico da expressão instantaneamente articulada, de
resposta, de afronta. É a exaltação, singela ou crítica, à vida, aos céus, à
natureza em volta, à fauna, pessoas, plantas, coisas. A “apologia à
morte” como vi em matéria (patosonline, 17/09/2019), representa a
antítese. É a senda dos doentes, dos reticentes, dos psicopatas, dos
verdadeiramente imorais. Para eles a humanidade que em mim mora, me incorpora e
se agonia diante dos néscios, cobra do indigente uma carteirinha simples de ser
humano. Não quero mais. Não compreendeu a natureza humana, humano também não é.
Não cabe
discutir se é uma má ou
boníssima ação. Valem
mais a vontade e a decisão politico-administrativa. O Hospital Napoleão
Laureano, em João Pessoa, é uma referência estadual em relação ao tratamento do
câncer. Malgrado o bem que que a instituição promove e a credibilidade
construída através dos anos junto à coletividade, o fato é, que vez ou outra,
anuncia-se que ela vai mal das pernas. Faltam recursos e apoio por parte do
poder público. Amiúde certa desconfiança de que os recursos, por vezes
conseguidos com acoes de solidariedade,
nem sempre são empregados nos fins a que seriam destinados.
boníssima ação. Valem
mais a vontade e a decisão politico-administrativa. O Hospital Napoleão
Laureano, em João Pessoa, é uma referência estadual em relação ao tratamento do
câncer. Malgrado o bem que que a instituição promove e a credibilidade
construída através dos anos junto à coletividade, o fato é, que vez ou outra,
anuncia-se que ela vai mal das pernas. Faltam recursos e apoio por parte do
poder público. Amiúde certa desconfiança de que os recursos, por vezes
conseguidos com acoes de solidariedade,
nem sempre são empregados nos fins a que seriam destinados.
Quando
Governo do Estado (4
milhões/ano) e municípios, a exemplo de Cabedelo, cujo prefeito determinou a destinação de 120 mil
reais/ano para a unidade de saúde, cabem o reconhecimento e agradecimento pela
atenção a uma causa humanitária. Aplausos, então.
milhões/ano) e municípios, a exemplo de Cabedelo, cujo prefeito determinou a destinação de 120 mil
reais/ano para a unidade de saúde, cabem o reconhecimento e agradecimento pela
atenção a uma causa humanitária. Aplausos, então.
Matéria
divulgada pelo
patosonline põe em
cena a reclamação de um jovem quanto às condições de acessibilidade na
rodoviária de Conceição. Não é um caso isolado. A questão ganha destaque no mês
em que se comemora a luta pela inclusão das pessoas com deficiência. O Setembro
Verde celebra mas serve para lembrar que muitas barreiras precisam ser
lembradas, preconceitos banidos e estruturas adaptadas para permitir uma
inclusão plena, o mínimo direito ao ir e vir. Sensibilidade, conscientização e
políticas publicas inclusivas não podem sair de pauta.
patosonline põe em
cena a reclamação de um jovem quanto às condições de acessibilidade na
rodoviária de Conceição. Não é um caso isolado. A questão ganha destaque no mês
em que se comemora a luta pela inclusão das pessoas com deficiência. O Setembro
Verde celebra mas serve para lembrar que muitas barreiras precisam ser
lembradas, preconceitos banidos e estruturas adaptadas para permitir uma
inclusão plena, o mínimo direito ao ir e vir. Sensibilidade, conscientização e
políticas publicas inclusivas não podem sair de pauta.
As cooperativas
de catadores de
recicláveis são imprescindíveis na configuração atual do manejo de resíduos sólidos nos
centros urbanos. Apoia-los, mesmo que seja cuidando do lixo domiciliar, é uma
obrigação, tanto de governos como a sociedade civil. O meio ambiente e a saúde
pública coletiva agradecem. Ações portanto tem que ser feitas para facilitar o trabalho e gerar o
reconhecimento por parte da sociedade.
recicláveis são imprescindíveis na configuração atual do manejo de resíduos sólidos nos
centros urbanos. Apoia-los, mesmo que seja cuidando do lixo domiciliar, é uma
obrigação, tanto de governos como a sociedade civil. O meio ambiente e a saúde
pública coletiva agradecem. Ações portanto tem que ser feitas para facilitar o trabalho e gerar o
reconhecimento por parte da sociedade.
Semanas
atrás, a Prefeitura de
Cabedelo, dotou a
Cooperativa de Trabalhadores de Recicláveis, de equipamentos básicos para o
manejo correto e produtivo com materiais recicláveis. Ecociclos, carrinhos,
prensa, esteira e elevador compõe a estrutura base desse trabalho. Essa é uma
etapa do apoio que as cooperativas precisam para continuar realizando seu
trabalho de utilidade pública. Os catadores são o elemento fundamental para o
equilíbrio entre a produção desordenada de lixo, a segregação e a correta
destinação dos resíduos. Um trabalho insalubre, sujeito a preconceitos por
parte das pequenas mentalidades, mas necessário, imprescindível, urgente.
Cabedelo, dotou a
Cooperativa de Trabalhadores de Recicláveis, de equipamentos básicos para o
manejo correto e produtivo com materiais recicláveis. Ecociclos, carrinhos,
prensa, esteira e elevador compõe a estrutura base desse trabalho. Essa é uma
etapa do apoio que as cooperativas precisam para continuar realizando seu
trabalho de utilidade pública. Os catadores são o elemento fundamental para o
equilíbrio entre a produção desordenada de lixo, a segregação e a correta
destinação dos resíduos. Um trabalho insalubre, sujeito a preconceitos por
parte das pequenas mentalidades, mas necessário, imprescindível, urgente.
Cidades
como as pertencentes a
região metropolitana da capital extinguiram os depositos de resíduos a céu aberto, os
famosos lixões. Trocaram-nos por aterros sanitários. A política correta,
contudo, envolve o reforço ao trabalho de reciclagem para não continuarmos
lançando no ambiente materiais não biodegradáveis. Muitas cidades ainda rendem
notícias nos portais do tipo das recorrentes incêndios no lixão de Patos. Essa
é uma etapa que teremos que superar. Em nome do futuro, da sustentabilidade, da
saúde, do respeito ao meio ambiente. O “lá fora” definitivamente não
existe.
região metropolitana da capital extinguiram os depositos de resíduos a céu aberto, os
famosos lixões. Trocaram-nos por aterros sanitários. A política correta,
contudo, envolve o reforço ao trabalho de reciclagem para não continuarmos
lançando no ambiente materiais não biodegradáveis. Muitas cidades ainda rendem
notícias nos portais do tipo das recorrentes incêndios no lixão de Patos. Essa
é uma etapa que teremos que superar. Em nome do futuro, da sustentabilidade, da
saúde, do respeito ao meio ambiente. O “lá fora” definitivamente não
existe.
O fake
da hora envolveu o
Treze de Campina. A
notícia badalada pelos portais trazia a boa nova de que a Red Bull estaria
disposta a investir 45 milhões no alvinegro serrano. Imaginei logo, lembrando a
vocação festeira daquela cidade, o torcedor nato já organizando uma carreata,
tirando do paiol aquele rojão que sobrou do maior São João para organizar uma
espécie de festejo junino fora de época. Notícia dada, fake desmascarada. O
inusitado da do fato é que, ao que parece, cada praça do país teve um clube
associado ao auspicioso fake acordo. Nova onda “pulverizations fake”
ou onda de mentira habilmente orquestrada. Uma espécie de pegadinha tópica.
Treze de Campina. A
notícia badalada pelos portais trazia a boa nova de que a Red Bull estaria
disposta a investir 45 milhões no alvinegro serrano. Imaginei logo, lembrando a
vocação festeira daquela cidade, o torcedor nato já organizando uma carreata,
tirando do paiol aquele rojão que sobrou do maior São João para organizar uma
espécie de festejo junino fora de época. Notícia dada, fake desmascarada. O
inusitado da do fato é que, ao que parece, cada praça do país teve um clube
associado ao auspicioso fake acordo. Nova onda “pulverizations fake”
ou onda de mentira habilmente orquestrada. Uma espécie de pegadinha tópica.
Partiu
o cantor Roberto Leal. O ouvi pela primeira vez quando
criança, pelas ondas de amplitude modulada de uma das rádios do meu lugar.
Talvez fosse uma tarde vadia, também não lembro qual a canção. Com mais conhecimento,
o coloquei na estante brega do meu país varonil. Nos anos setenta, malgrado a
rica variedade e qualidade de sons, era fácil tachar alguém de brega, relega-la
sua arte ao gueto, vala comum dos ritmos e poéticas a não serem curtidos. Mas
tarde, recomecei a ouvi-lo, lado A e lados B’s, e encontrei pérolas. Ademais
passei a identificar ali a voz de um povo e isso tem que ser respeitado,
identidade e referência. Ecos do passado, tradições e hábitos estavam expressos
naqueles versos. Adotei a audiência de RL e defendo sua arte.
criança, pelas ondas de amplitude modulada de uma das rádios do meu lugar.
Talvez fosse uma tarde vadia, também não lembro qual a canção. Com mais conhecimento,
o coloquei na estante brega do meu país varonil. Nos anos setenta, malgrado a
rica variedade e qualidade de sons, era fácil tachar alguém de brega, relega-la
sua arte ao gueto, vala comum dos ritmos e poéticas a não serem curtidos. Mas
tarde, recomecei a ouvi-lo, lado A e lados B’s, e encontrei pérolas. Ademais
passei a identificar ali a voz de um povo e isso tem que ser respeitado,
identidade e referência. Ecos do passado, tradições e hábitos estavam expressos
naqueles versos. Adotei a audiência de RL e defendo sua arte.
Parodiando uma canção do próprio, feita em homenagem a Amália
Rodrigues, “Pra mim tu és eterno embaixador do canto português que me foi
dado conhecer”. Obrigado, menino nascido “nas vinhas do norte, no
Vale da Porca, longe da capital”. Sua música traduziu seu jeito
“ceifeiro”.
Rodrigues, “Pra mim tu és eterno embaixador do canto português que me foi
dado conhecer”. Obrigado, menino nascido “nas vinhas do norte, no
Vale da Porca, longe da capital”. Sua música traduziu seu jeito
“ceifeiro”.
*Jornalista, cronista e poeta
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