Especialista cita a importância da vacinação para combater a circulação da variante da Covid-19, que pode exigir o retorno do uso de máscaras

Uma nova variante do coronavírus foi identificada no mês passado e, este mês, foi confirmada no Brasil. A Eris, como foi apelidada, tem sintomas semelhantes aos da Ômicron e é altamente contagiosa. No entanto, a mutação ainda não apresenta grandes riscos à população brasileira que já teve a doença ou está vacinada.

Gravidade da variante Eris

Segundo o virologista Benedito Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), ao Jornal da USP, o número de casos de Covid-19 aumentou desde a chegada da mutação, mas ela não é mais grave do que as outras variantes.

Os sintomas, inclusive, são semelhantes ao que já conhecemos: febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta e nariz escorrendo.

Ela tem transmissibilidade muito grande. Há evidências de que ela é mais transmissível do que as variantes que estão ocorrendo no momento, e ela, por causa dessa mutação, não é completamente neutralizada pelo sistema imune que nós temos.” Benedito Lopes da Fonseca, virologista e professor da FMRP da USP, ao Jornal da USP

Como se proteger da Eris

  • Apesar dos sintomas da Eris não serem novidade, o vírus ainda pode trazer complicações, principalmente para quem não está vacinado;
  • Para Lopes da Fonseca, se não a variante não for controlada, pode provocar casos de maior gravidade e, por conta de sua transmissibilidade, exigir o retorno das máscaras/
  • Por isso, segundo ele, é importante se vacinar para aumentar a proteção individual e também a circulação da variante, que poderia afetar grupos de risco específicos;
  • Mesmo que não haja vacina específica para a variante Eris, há imunizantes para o vírus que deram origem a ela. Assim, será possível reduzir a circulação, os casos mais graves e a mortalidade.

Nova variante da Covid-19

  • A variante EG.5.1, apelidada de Eris, é uma subvariante da Ômicron, atualmente a cepa mais prevalente mundialmente;
  • A mutação foi identificada pela primeira vez no início de julho pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, após já ter sido relatada na Ásia. Estados Unidos, Reino Unido, Tailândia e Índia são alguns dos países que já registram casos;
  • Nos EUA, a variante superou por pouco o número de casos da Ômicron, sendo responsável por 17,3% dos casos de Covid-19 no período de duas semanas até 5 de agosto. Atualmente, ela é a mais presente no país;
  • atualização mais recente da OMS traz que a mutação EG.5, incluindo a cepa EG.5.1, é “variante sob monitoramento”. No entanto, o órgão ainda não sinalizou preocupação.

Por: Olhar Digital

By Marcelo Negreiros

Jornalista militando na profissão desde 1985, trabalhando nas TVs Paraíba e Cabo Branco, afiliadas Rede Globo na Paraíba, durante 15 anos. Diplomado em 2001 pelas Faculdades Integradas de Patos.

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