O sucesso com gosto de vingança de um astro injust…

[Editado por: Marcelo Negreiros]

 

 

Ícone absoluto do cinema, tanto como astro indefectível nas telas quanto no papel de diretor de grandes sucessos ao longo de cinco décadas, Clint Eastwood chegou à fase invernal de sua carreira, aos 94 anos, com a competência de praxe. Prova disso é seu mais novo filme, Jurado Nº 2, thriller de tribunal sobre um homem emparedado por uma difícil questão moral. A história — protagonizada pelo ótimo Nicholas Hoult — tem tudo que se espera de um grande filme do velho Clint: é enxuta, honesta, acachapante — e daquelas tramas que reverberam em nossas mentes por tempos após a experiência de assisti-la.

Apesar das credenciais irretocáveis do maior cowboy do cinema, e da qualidade inequívoca desse que pode ser seu último trabalho em função da idade avançada (ele jura que não), o cineasta de longas multipremiados como Menina de Ouro enfrentou dificuldades para financiar e — pasmem — conseguir exibir sua obra nos cinemas. Enfrentando flagrante desdém em Hollywood, Jurado Nº 2 mal passou em 35 salas de exibição nos Estados Unidos. Na maior parte do mundo, nem isso: foi direto para o streaming, aportando no último dia 20 de dezembro na plataforma Max.

A razão alegada para esse tratamento de segunda linha, noticiou-se nos veículos especializados americanos, foi o mau desempenho de seus filmes anteriores  — notadamente, Cry Macho, de 2021 — nas bilheterias. Seria ingênuo, porém, não levar em conta outro fator: com sua disposição em nadar contra a corrente, das críticas ao movimento woke à insistência em tratar da ambiguidade moral num tempo de tantas certezas nas redes sociais, a verdade é que Clint se tornou uma presença incômoda em Hollywood.

Mas eis que a vingança veio a galope: mal estreou no streaming, o desprezado Jurado Nº 2 foi direto para o primeiro lugar no ranking de sua plataforma — está no topo no momento inclusive no Brasil. Com impressionantes 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o filme é não só sucesso de público, mas quase unanimidade de crítica. Hollywood terá a chance de amenizar esse vexame quando saírem as indicações ao próximo Oscar — até aqui o soberbo Clint nem era lembrado, mas quem sabe se faz Justiça?

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Confira o trailer de Jurado Nº 2:

[Redação]

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