Os hospitais ingleses estão atualmente a tratar 55% mais casos de covid-19 do que durante o primeiro pico da pandemia em abril.
O primeiro-ministro britânico reconhece que o Reino Unido está a atravessar um momento perigoso.
Boris Johnson reconheceu existir o risco de escassez de abastecimento de oxigénio em alguns hospitais espalhados pelo país devido ao elevado número de infetados internados com necessidade de ventilação.
“É uma corrida contra o tempo porque todos podem ver a ameaça que o nosso NHS [serviço de saúde público] enfrenta, a pressão que tem, a necessidade de cuidados intensivos, a pressão em camas com ventilador, até mesmo a falta de oxigénio em alguns sítios”, vincou.
Atualmente estão hospitalizados 32.294 pacientes com covid-19, um aumento de 22% face à segunda-feira passada.
O diretor-geral da Saúde de Inglaterra alertou esta segunda-feira que as próximas semanas vão ser as piores da pandemia de covid-19 no Reino Unido devido à sobrecarga dos hospitais públicos, os quais estão a cancelar outro tipo de tratamentos devido ao elevado número de infetados com necessidade de internamento.
“Este é o momento mais perigoso que tivemos em termos de números no NHS serviço nacional de saúde britânico”, admitiu Chris Whitty à BBC.
Os hospitais ingleses estão atualmente a tratar 55% mais casos de covid-19 do que durante o primeiro pico da pandemia em abril. Whitty salientou a importância de as pessoas respeitarem as regras e minimizar o número de contactos sociais.
Inglaterra entrou na semana passada num terceiro confinamento nacional que fechou todas as lojas não essenciais, escolas e universidades durante pelo menos seis semanas, tendo o Governo britânico emitido a ordem para que as pessoas fiquem em casa, exceto por motivos essenciais, como fazer exercício e ou compras de supermercado.
Boris Johnson alertou para o risco de “complacência” e defendeu que “mais importante do que simplesmente impor novas regras, as pessoas precisam seguir as orientações”, como o uso de máscaras e respeito do distanciamento social nos supermercados.
O Governo espera que as restrições reduzam a pressão sobre os serviços de saúde públicos, ao mesmo tempo que intensifica um programa nacional de vacinação.
Com informações de Sicnotícias
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