[Editado por: Marcelo Negreiros]
03/07/2024 08:54 | Institucional
Paulo Dantas destaca importância do P20 para a participação feminina na política mundial
Governador participou da cerimônia de encerramento que contou com a leitura da Carta Alagoas
Paulo Dantas elogiou a iniciativa, destacando a importância do evento para a cidade e para a discussão sobre a participação feminina nas decisões políticas.
Thiago Sampaio/Agência Alagoas
Rafael Maynart / Agência Alagoas
O
governador Paulo Dantas participou da cerimônia de encerramento do primeiro
encontro de representantes mulheres de países do G20, o P20, realizado em
Maceió. O evento ocorreu na terça-feira (2) e reuniu parlamentares de 26
países, além de representantes de cinco organismos internacionais, no Centro de
Convenções de Maceió.
Paulo
Dantas elogiou a iniciativa, destacando a importância do evento para a cidade e
para a discussão sobre a participação feminina nas decisões políticas. “O
P20 transformou Alagoas na capital internacional do debate acerca da
participação feminina nas decisões políticas dos países. A Carta Alagoas é o
primeiro passo para tornar o G20, assim como já é em Alagoas, países de
mulheres extraordinárias”, afirmou o governador.
Durante o
encerramento, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, defendeu que o
encontro de parlamentares mulheres se torne um evento permanente no calendário
do P20. Ele se comprometeu a apresentar a proposta no próximo encontro, marcado
para novembro. “Este encontro inédito, liderado e conduzido pelas
mulheres, expôs com clareza e sentido estratégico os principais desafios e as
soluções necessárias para levar e consolidar a participação feminina na
política, na economia e na sociedade. Na perspectiva da presidência brasileira
do P20, esta é uma viagem absolutamente sem volta”, declarou Lira.
A
deputada Benedita da Silva, coordenadora do evento e da bancada feminina da
Câmara, celebrou a Carta Alagoas. “Colhemos resultados que não se expressam
nessas folhas lidas. Há o sentimento e a vontade nos corações das parlamentares
de dar continuidade a esse trabalho. O presidente Arthur Lira desejou que
houvesse um desdobramento, que pudesse respaldá-lo quando apresentar ao G20
essas nossas demandas dessa discussão riquíssima que aqui fazemos”, afirmou
Benedita.
As
parlamentares presentes no encontro decidiram apoiar uma série de 17
recomendações destinadas aos Legislativos dos estados-membros do G20, com foco
no aumento da participação das mulheres nas decisões políticas, no combate à
crise climática e na promoção da igualdade econômica e produtiva. São elas:
1.
Recomendar que todos os anos as sessões de trabalho do P20 sejam iniciadas com
a reunião de mulheres parlamentares.
2.
Comprometer-se a buscar, junto aos estados-parte do G20, a inclusão dos
direitos das mulheres nas políticas, orçamentos e instituições.
3.
Recomendar que os parlamentos adotem postura que reconheça que mulheres são
impactadas de maneira diferente por medidas legais, políticas e institucionais.
4. Buscar
financiamento de políticas e programas relacionados à mudança climática, ao
meio ambiente e à redução do risco de desastres, levando em conta as diferenças
entre homens e mulheres.
5.
Ampliar e promover financiamento público para promover a igualdade entre homens
e mulheres.
6.
Fortalecer os parlamentos para que autuem em todos os níveis com foco nos
direitos das mulheres e ampliar os mecanismos de participação e diálogo com os
diferentes grupos de mulheres.
7. Estimular
os países do G20 a se comprometer com políticas e incentivos que eliminem toda
forma de pobreza e discriminação.
8.
Estimular os países do G20 a fornecer melhores bens públicos nacional e
globais, incluindo serviços de cuidado.
9.
Estimular os países do G20 a promoverem políticas e financiamentos de sistemas
de cuidado abrangentes como resposta a mudança climática e política de promoção
do trabalho decente e sistema alimentares sustentáveis.
10.
Reforçar para os países membros do G20 o cumprimento do Programa de Trabalho de
Lima, na implementação do Acordo de Paris para alcançar políticas climáticas
com foco no direitos das mulheres.
11. Fortalecer
as mulheres para resistir diante das mudanças climáticas e dos desastres ambientais,
adotando padrões sustentáveis de consumo e produção.
12. Buscar
compensação para países menos desenvolvidos pelos impactos das mudanças
climáticas, que afetam em especial a vida das mulheres.
13. Adotar
medidas que valorizem o trabalho não remunerado de cuidados e doméstico.
14. Adotar
medidas para que as mulheres sejam protagonistas do combate à crise climática.
15. Apoiar
a adoção de cotas, reserva de assentos e financiamento para aumentar a
participação das mulheres no poder e alcançar a paridade em cargos eleitos e
administrativos.
16. Denunciar
a violência política de gênero e recomendar medidas para sua prevenção e
eliminação
17. Criar
leis e outras medidas para assegurar a igualdade de acesso a recursos
econômicos e produtivos, com oportunidades iguais de emprego, trabalho decente
e remuneração igual para trabalho de igual valor.
O evento
contou com a presença de representantes da União Interparlamentar, ONU, ONU
Mulheres, Mercosul e União Europeia, reafirmando o compromisso global com a
promoção da igualdade de gênero e a participação ativa das mulheres nas esferas
decisórias.
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[Redação]
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