[Editado por: Marcelo Negreiros]
As eleições municipais costumam ensaiar o pleito para o governo estadual. Apesar das características locais serem preponderantes para as disputas pelas prefeituras, a reorganização de forças indicam caminhos a serem seguidos e escolhas a serem feitas. É delas que há uma nova reorganização de forças políticas. Com o governador Eduardo Leite (PSDB) encerrando seu segundo mandato ao final de 2026, a única certeza para o futuro do Rio Grande do Sul é a mudança na mais alta cadeira do Palácio Piratini.
O PP, mais uma vez, foi o campeão de prefeituras em 2024. O partido terá 165 municípios a partir de 2025. O número é praticamente um terço das cidades gaúchas. O PP se consolida como a principal sigla municipalista do RS pela quinta eleição seguida: conquistou o maior número de prefeitos em 2024, 2020, 2016, 2012 e 2008.
Há internamente o desejo de ser um importante player na disputa pelo governo do Estado. O partido conta com a maior bancada de centro-direita na Assembleia, com sete deputados, e teria, na figura dos prefeitos, um importante ativo de campanha eleitoral. “Tendo esse grande resultado, vamos buscar protagonismo em 2026. Estamos conversando com outros partidos que têm a mesma linha ideológica que nós. Temos unidade para fazer um projeto com outros players. O Progressistas vai sim buscar uma candidatura ao Piratini”, projeta o presidente estadual do PP, Covatti Filho.
Outro partido que tem o municipalismo em seu DNA é o MDB, que voltou a ser o segundo em número de prefeitos eleitos, conquistando 125 prefeituras. Neste próximo ciclo eleitoral, a agremiação precisará sanar rusgas criadas ainda em 2022 se almejar reconquistar o Piratini. O vice-governador Gabriel Souza é visto como o candidato natural à sucessão do partido. Foi ele quem liderou o processo levou o MDB a ser vice de Leite em 2022, rompendo com parte do partido que defendia candidatura própria – incluindo seu padrinho político, o deputado federal Alceu Moreira, e o prefeito reeleito em Porto Alegre, Sebastião Melo, cotado para representar o partido em 2026.
Melo saiu forte das urnas em outubro, quando quase foi eleito em primeiro turno e fez uma campanha sólida para consolidar a vantagem no segundo. Um apoio presente foi o próprio Gabriel, que espera ter o apoio do prefeito em uma possível candidatura. Em novembro, após o fim das eleições, Gabriel iniciou um movimento interno para ter o MDB unido em torno do seu nome e não chegar dividido a 2026.
O PDT foi o terceiro partido com maior número de prefeitos eleitos em 2024, apesar da redução de 65 para 50. Contudo, é entendimento entre as principais lideranças estaduais pedetistas que a legenda não deve encabeçar uma chapa majoritária ao governo do Estado.
O foco deverá ser nas disputas proporcionais, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia. Existe uma preocupação do diretório nacional em relação à cláusula de barreira, que define distribuição de recursos às siglas, apresentação de destaques no Congresso e participação em debates eleitorais.
O quarto partido em número de prefeituras é o PL, que trabalha para ter candidatura forte ao Piratini. Há dois nomes bem consolidados internamente: Onyx Lorenzoni, ex-ministro e ex-deputado que disputou o governo há dois anos, e o deputado federal Luciano Zucco, novo líder da oposição na Câmara Federal, que tem a preferência da indicação.
O PL teve um crescimento nas eleições municipais. Passou de zero para quatro capitais no país e, no Rio Grande do Sul, cresceu de 10 para 37 prefeituras. Vale destacar que o ex-presidente Jair Bolsonaro não era filiado ao partido em 2020. Bolsonaro que, aliás, é a grande incógnita da legenda para 2026. Apesar de declarado inelegível, segue se colocando como presidenciável.
O PSD foi o partido que mais elegeu prefeitos no Brasil, com 887 municípios conquistados, que representa 16% do total. No Rio Grande do Sul, porém, não obteve o mesmo êxito. Foram apenas 12 prefeituras conquistadas.
Ainda assim, o partido tem metas ambiciosas para as próximas eleições. Já é de conhecimento o desejo do PSD de contar com Leite e o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, fez convites ao gaúcho que é tratado como presidenciável desde 2022.
Já o PSDB encontrou, no Rio Grande do Sul, sobrevida. Quinto partido com mais executivos municipais no Estado, encolheu e muito em nível nacional ao não conquistar nenhuma capital e não fazer nem vereadores em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), tradicionais redutos tucanos.
Sem candidato natural ao Piratini, neste momento, há caminhos que o partido pode seguir, como o apoio ao emedebista Gabriel Souza na sucessão, mas esse não é a única opção. Leite deve trazer para os holofotes do governo Estado, prefeitos que encerram seus segundos mandatos em prefeituras neste ano, caso de Jorge Pozzobom, de Santa Maria, e de sua conterrânea e ex-vice, Paula Mascarenhas, de Pelotas.
Novos quadros tucanos reconhecem a necessidade de reinvenção. Prefeito reeleito de Caxias do Sul, Adiló Dodomenico, reconhece a importância de uma discussão interna, para que o partido se manter. Prefeito eleito de Viamão, Rafael Bortoletti tem uma visão mais crítica. “Vejo que o partido está se deteriorando, não se está tendo o papel fundamental de cuidados com suas lideranças. Está tão focado na sua destruição, que não percebe a possibilidade de tratar melhor os que ficaram. De ser mais artesanal. Menos Ford, mais Ferrari. Entregar melhor. E foi assim que agente foi diminuindo: perdendo o que a gente tinha.”
No campo da esquerda, O PT também deve apresentar candidatura ao governo estadual. Há dois principais nomes cotados: o atual ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom) do governo federal, Paulo Pimenta, e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Canab), Edegar Pretto, que por pouco mais de 2,4 mil votos ficou de fora do segundo turno em 2022. A tendência é que um nome seja cabeça de chapa e outro seja apresentado ao Senado.
Antes de chegar a 2026, o partido realizará o Processo de Eleição Direta (PED) em nível municipal, estadual e nacional no ano que vem. A renovação das direções nas três esferas federativas pautará também o futuro do PT e da esquerda brasileira. “A gente precisa dialogar mais e estar mais próximos da comunidade. O PT nasceu nas bases. Isso que moveu o PT. A institucionalidade é perigosa e o PT, às vezes, não teve o cuidado de não se descolar das bases. Não basta escutar, precisa construir junto”, avalia Darlene Pereira, eleita em Rio Grande.
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[Redação]
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