A expressão vem do jogo do bicho e ficou famosa no meio futebolístico depois de uma derrota do Vasco da Gama. Esse jogo de azar, criado em 1892 pelo dono do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro à época, funciona com o sorteio de números de dois dígitos (00 a 99), caracterizados por animais – são 25 bichos, e cada um representa quatro dezenas. A lista tem avestruz, jacaré, vaca… Mas não tem zebra. Daí dizer que “deu zebra” no jogo significa que um resultado quase impossível aconteceu.
E então voltamos à partida que daria origem à expressão. Em julho de 1964, Gentil Cardoso era o técnico do modesto time da Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro. Antes de um jogo contra o Vasco, time de tradição e melhores jogadores, um repórter perguntou a Cardoso quem levaria a melhor na disputa, ao que ele respondeu: “vai dar zebra”. O Vasco era o favorito natural, mas Gentil apostava que sua equipe traria o resultado inesperado. E trouxe: venceu por 2 x 1.
A imprensa noticiou a partida com a frase do técnico, e assim nascia um bordão. O episódio foi tão icônico que a Portuguesa carioca adotou a zebra como mascote – e continua com ela até hoje.

Outros termos com a bola no pé:
Craque: vem de crack, onomatopeia inglesa para o som de algo quebrando. No turfe, designava cavalos fora de série, que quebravam recordes – daí chegou ao futebolês.
Gol olímpico: a expressão surgiu em 1924, quando a seleção argentina ganhou do Uruguai (campeão olímpico da época) com um gol direto do tiro de escanteio. (Saiba mais sobre essa história nesta matéria da Super.)
Chaleira: vem do nome de Charles Miller, o pai do futebol no Brasil, que também inventou a jogada: ela é feita com a parte de fora do pé, estando a perna levantada e dobrada para trás.

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