Presidente do BB pediu 57% de aumento e ganhou 4,62% dos acionistas

[Editado por: Marcelo Negreiros]

A reunião da assembleia também frustrou os planos de reajuste para os vice-presidentes, que tentaram elevar os salários de R$ 67.105 para R$ 90.188, assim como dos diretores, que esperavam passar de R$ 56.873 para R$ 69.242. O reajuste para eles também será de 4,62%, bem abaixo do pretendido. O custo anual para o BB de R$ 76,17 milhões.

Assim como Tarciana, os vice-presidentes recebem, além do salário, remuneração por participação em conselhos que ultrapassam R$ 100 mil. O UOL questionou o banco quais conselhos e o valor das remunerações, mas o BB disse que não informaria.

Sobre o reajuste aprovado nesta sexta-feira (26), o BB disse que a informação é publica e não comentou a decisão.

Indenizações

Sob a presidência de Tarciana, o BB também mudou as regras do Paet (Programa de Alternativa para Executivos em Transição). A partir de agora, todos os executivos, diretores, vice-presidentes e a própria presidente receberão um bônus caso percam os cargos de confiança e voltem a ocupar suas funções anteriores, num downgrade dentro do banco. Para isso, precisam ter ocupado os cargos maiores por, no mínimo, seis meses.

Até então, o bônus só era pago para quem se aposentasse ou era destituído. A mudança, que aumentou o número de pessoas atendidas no Paet e beneficia todos os indicados da presidente do BB, não passou por análise da Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais). Procurada pelo UOL, a Sest não respondeu sobre a alteração ter sido feita sem seu aval.

[Redação]

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