[Editado por: Marcelo Negreiros]
Os três principais dirigentes de bancos centrais da União Europeia (UE) alertaram sobre o declínio econômico do bloco nesta sexta-feira (22), afirmando que a paralisia política está tornando a Europa ainda mais vulnerável em uma potencial guerra comercial com os Estados Unidos.
Em uma declaração conjunta, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, e o chefe do Banque de France, François Villeroy de Galhau, disseram que o continente seria “condenado” se a Alemanha e a França não conseguirem reviver a “ação conjunta franco-alemã”.
O apelo por uma “ação conjunta franco-alemã” foi feito em um artigo de opinião publicado nos jornais “Frankfurter Allgemeine Zeitung” e no “Le Monde”, que argumentou que a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA provavelmente aumentaria a pressão sobre a economia, já em dificuldades, da Europa e “deveria ser vista como um alerta”.
Enquanto isso, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), fez um discurso ressaltando a “urgência” da reforma dos mercados de capitais, que não havia “sido acompanhada por progresso tangível” apesar dos riscos crescentes.
Lagarde criticou os “mercados financeiros extraordinariamente fragmentados” da Europa e implorou aos líderes políticos para “ignorar os interesses estabelecidos que são protegidos como uma fortaleza nos tempos antigos”.
Com os receios sobre o novo governo Trump, Nagel e Villeroy de Galhau também pediram um “aprofundamento” do mercado único europeu, uma “união de poupanças e investimentos”, além de menos burocracia e mais cooperação na defesa.
Em seu discurso no Congresso Bancário Europeu de Frankfurt, Nagel alertou que uma guerra comercial poderia “causar perdas significativas no PIB dos EUA e do exterior” e, provavelmente, alimentaria a inflação “de ambos os lados do Atlântico”. O presidente do Bundesbank também afirmou que a zona do euro ainda não enfrentou o “loop do destino” que pode aprisionar governos e bancos endividados.
[Redação]
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