Protetores de animais denunciam medidas de restrições a animais pela UFCGPatos-PB

[Editado por Marcelo Negreiros]

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Em meio à comoção mundial com a situação dos animais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Patos, tomou uma decisão que gerou grande repercussão e revolta nas redes sociais. A instituição proibiu a alimentação e hidratação de cães e gatos nas dependências do campus, mesmo em uma cidade onde as temperaturas atingem os 42 graus Celsius.

A medida, oficializada pela Instrução Normativa (IN) nº 001 de 13/05/24, expedida pela direção do Hospital Veterinário da UFCG, não oferece alternativas para os animais ou para as pessoas que os alimentam e cuidam. A decisão gerou questionamentos sobre a falta de empatia e compromisso da instituição com o bem-estar animal, especialmente em um momento de extrema vulnerabilidade.

Argumentos contra a proibição:

  • Localização: A proibição ocorre em um estabelecimento educacional, onde se espera que os profissionais atuem com responsabilidade e ética, valores que incluem o cuidado com os animais.
  • Juramento profissional: Os médicos veterinários, inclusive o signatário da IN, comprometeram-se em cuidar dos animais em situação de vulnerabilidade, conforme o juramento profissional e a Lei nº 5.517/68.
  • Código de Ética: O Código de Ética do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) (arts. 6º, 8º e 9º da Resolução nº 1.138/16) determina que os profissionais garantam o acesso à alimentação e água para animais em suas áreas de atuação.
  • Código de Direito e Bem-Estar Animal da Paraíba: A Lei nº 11.140/18 estabelece a responsabilidade da UFCG-Patos pela integridade física e psíquica dos animais sob sua responsabilidade.
  • Situação de emergência: A proibição ignora a situação de emergência causada pelas enchentes, que coloca em risco a vida dos animais que dependem da ajuda humana para sobreviver.

Ações em curso:

Entidades como o NEJA-UFPB, o Adotando Patos e o SOS Animais e Plantas estão tomando medidas legais para garantir o direito à alimentação e hidratação dos animais, buscando a revogação da IN.

Conclusão:

A decisão da UFCG-Patos de proibir a alimentação de animais demonstra falta de sensibilidade e compromisso com o bem-estar animal. É fundamental que a instituição reconsidere sua postura e tome medidas para garantir a dignidade e a sobrevivência dos animais afetados pelas altas temperaturas.

O blog disponibiliza o espaço para a UFCG, caso tenha interesse, E-mail: marcelonegreiros34@gmail.com

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[Redação]

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