[Editado por: Marcelo Negreiros]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu incluir o publicitário Sidônio Palmeira, responsável pela campanha presidencial do PT em 2022, na confraternização com os ministros da Esplanada, realizada nesta sexta-feira, no Palácio da Alvorada. A informação foi confirmada ao Valor por fontes que participaram do encontro nesta sexta-feira (20).
A presença de Sidônio Palmeira chamou atenção dos auxiliares de Lula justamente porque ele está cotado para assumir o lugar do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, que também estava presente no almoço entre os integrantes do governo.
Paulo Pimenta entrou na mira de uma possível reforma ministerial por conta das dificuldades que Lula tem enfrentado nas redes socias. No início deste mês, Lula aproveitou sua presença num seminário do PT para fazer duras críticas à comunicação de seu governo, o que foi compreendido como um sinal de que Pimenta estaria enfraquecido.
Na ocasião, o presidente disse que seu terceiro mandato está pecando nessa área. “Nós não estamos organizados para fazer revolução digital que estamos precisamos fazer para competir dentro e fora do movimento social. Nesses dois anos de governo eu já fiz muito mais entregas de políticas públicas do que nos oito anos anteriores. Nós não estamos entregando de forma adequada para a sociedade aquilo que nós fizemos”, disse Lula ao participar de seminário organizado e coordenado pelo Partido dos Trabalhadores e pela Fundação Perseu Abramo.
“Há um equívoco meu na minha comunicação, eu não tenho organizado as entrevistas coletivas, eu adoro falar em rádio e é preciso organizar as coisas direito. Agora precisamos fazer do jeito que precisa ser feito. Somos nós que temos que falar bem de nós e aquilo que estamos fazendo porque não serão os adversários políticos que falarão bem de nós”, emendou.
Apesar de Lula não citar Pimenta diretamente, o titular da Secom tem recebido críticas internas do PT por conta das dificuldades do governo de engajar seu próprio eleitorado nas redes. Sobre isso, Lula criticou o fato de seu governo ainda não ter conseguido organizar, em dois anos de mandato, redes sociais “competitivas”.
“Estou há dois anos no governo e nós não conseguimos ter uma imprensa competitiva, não conseguimos um estudo mais profundo na questão digital. O PT não tem [isso], os nossos militantes têm cada um a sua [rede social], cada parlamentar tem a sua. Não temos uma imprensa do PT que funcione como cabeça, tronco e membros”, ponderou Lula.
[Redação]
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