Entenda a doença do refluxo gastroesofágico
Quando ingerimos um alimento, ele desce pelo esôfago — uma espécie de tubo que liga a boca ao estômago. No final desse órgão, que fica na região do tórax, existe um músculo chamado esfíncter esofágico inferior. Ele funciona como uma tampa que impede a subida do conteúdo estomacal para o esôfago novamente.
Quando essa tampa não funciona corretamente, a comida recentemente ingerida e o ácido digestivo retornam para o esôfago e ficam transitando por lá, podendo atingir a região da garganta. É isso que causa a sensação de azia e queimação, denominada refluxo gastroesofágico.
“Já a doença do refluxo gastroesofágico, corresponde àquelas situações nas quais os episódios de refluxo são frequentes, recorrentes, exagerados, que trazem desconforto crônico afetando a qualidade de vida ou que causam danos físicos no esôfago”, completa o Dr. Okazaki.
Itens que contribuem para o aparecimento do refluxo
O médico também separou uma lista dos fatores de risco que, ao longo do tempo, podem resultar na doença do refluxo gastroesofágico. Confira:
Hérnia de hiato — quando o estômago impulsiona o diafragma e provoca o deslocamento do esôfago;
Obesidade;
– Refeições volumosas, principalmente antes de se deitar;
– Comer rápido e com pouca mastigação;
– Tabagismo;
– Consumo excessivo de álcool;
– Abuso de café, chá-preto, chá-mate e bebidas gaseificadas.
Principais sintomas
Uma das maneiras de evitar que um simples refluxo evolua e favoreça o desenvolvimento da doença do refluxo gastroesofágico é ficar atento aos sintomas e procurar ajuda médica quanto antes. Por isso, confira a lista dos principais sinais de que algo não está muito bem no seu organismo:
– Azia e queimação, que se origina na boca do estômago e pode atingir a garganta;
– Vômitos;
– Gosto amargo na boca;
– Irritação na garganta;
– Dor torácica, que pode ser confundida com angina ou infarto do miocárdio;
– Tosse seca;
– Rouquidão;
– Doenças pulmonares de repetição, como pneumonias.
Tratamento
Quando diagnosticada no início, a doença do refluxo gastroesofágico exige cuidados mais simples, com medicamentos para controlar os sintomas e reestabelecer o bom funcionamento do sistema digestivo. A prática de atividades físicas e a reeducação alimentar, por si só, já podem render ótimos resultados em casos não muito graves.
No entanto, quando o problema não é causado apenas pela má alimentação e o sedentarismo, a cirurgia costuma aparecer como uma das alternativas. “O tratamento cirúrgico também é indicado quando o refluxo causa danos ao esôfago, como uma esofagite erosiva em estágios avançados, ou até alterações mais graves que possam predispor o aparecimento de um câncer de esôfago”, completa o Dr. Okazaki.
O que fazer (ou não fazer) em caso de refluxo gastroesofágico
Por fim, o médico ainda separou uma lista de atitudes que contribuem para o bem-estar de quem possui refluxos e desconfortos do tipo. Confira:
– Não se automedicar nos episódios repetidos de azia ou queimação;
– Procurar assistência médica especializada para diagnóstico e tratamento adequados;
– Se afastar de alimentos e bebidas, especialmente as alcoólicas, que favorecem o aparecimento de sintomas;
– Evitar o fumo;
– Não se deitar logo após as refeições;
– Distribuir os alimentos em pequenas quantidades, por várias refeições;
– Dar preferências para ingredientes mais leves;
– Mastigar bem os alimentos.
Fonte: Dr. Samuel Okazaki (clínico e cirurgião do aparelho digestivo)
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