Saiba como foi a votação do projeto que barra a ‘saidinha’ de preso; dois senadores foram contra

BRASÍLIA – O Senado Federal aprovou por ampla maioria nesta terça-feira, 20, o projeto de lei que prevê o fim da “saidinha” temporária dos presos em datas comemorativas. A proposta recebeu 62 votos a favor, dois contrários e uma abstenção. A proposta acabou tendo apoio de parlamentares do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os únicos votos contrários foram dos senadores Cid Gomes (PSB-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Proposta que prevê fim das “saidinhas” dos presos foi aprovada por 62 votos a dois no Senado

Foto:

Geraldo Magela / Agência Senado

Atualmente, a autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.

Além de acabar com esse benefício, a proposta também prevê a exigência de exames criminológicos para a progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto. O exame avalia “autodisciplina, baixa periculosidade e senso de responsabilidade”.

Com a aprovação nesta terça-feira, o projeto vai retornar para a Câmara dos Deputados. Caberá aos deputados apreciar as emendas feitas pelos senadores ao texto, antes de ir para a sanção ou veto do presidente Lula.

Nenhuma das bancadas do Senado orientou um voto contrário à proposta. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, encaminhou um voto favorável, enquanto o PT, o PSB e o bloco do governo Lula liberaram os parlamentares.

Três dos oito senadores petistas votaram junto com a oposição e ao relator do projeto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Um dos votos mais surpreendentes foi o do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que surpreendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA) que, como líder do governo, liberou os parlamentares da base para dar o parecer que quiserem. Wagner foi a única abstenção.


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