Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) alertou o Ministério da Saúde sobre o baixo estoque de dipirona injetável em hospitais. Segundo o conselho, o desabastecimento se deve à queda na produção do medicamento pela indústria farmacêutica, que reclama da alta dos preços dos insumos e do baixo retorno nas vendas.

Enviamos um ofício ao Ministério, mas gostaria de reforçar. Nós fizemos uma consulta a 23 Cosems, que relataram falta de 3 medicamentos específicos: dipirona injetável, ocitocina e neostigmina. Sabemos das dificuldades com o mercado, porém, queremos informar sobre a nossa preocupação com esse desabastecimento”, alertou o presidente do conselho, Wilames Bezerra, em evento realizado em 24 de março.

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A dipirona injetável é amplamente utilizada nos hospitais brasileiros como analgésico e antitérmico (para dor e febre) e é de difícil substituição no país. O medicamento registrou alta da demanda durante a pandemia de covid-19.

No ofício enviado ao governo federal, o Conasems afirma que 3 fabricantes brasileiros de dipirona pararam a produção. No entanto, até o momento, só 1 deles comunicou a suspensão temporária da fabricação à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Outras 2 farmacêuticas reportaram alta demanda.

Vimos perante V. Sa. solicitar ações urgentes deste Ministério da Saúde para intensificação da regulação do mercado e uma articulação forte com o setor farmacêutico para que possamos ter acesso garantido e a oferta regular e sustentada destes tratamentos”, escreveu o Conasems no documento ao ministério.

Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) é o responsável por estabelecer a margem de preço dos medicamentos comercializados no Brasil. Um pedido de reajuste de preço para a dipirona já está em análise no órgão.

Matéria de Poder 360

By Marcelo Negreiros

Jornalista militando na profissão desde 1985, trabalhando nas TVs Paraíba e Cabo Branco, afiliadas Rede Globo na Paraíba, durante 15 anos. Diplomado em 2001 pelas Faculdades Integradas de Patos.

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