Candidato ao governo do Estado defendeu alinhamento com governo federal para políticas públicas de qualidade e afirmou que tiroteio em Paraisópolis ‘não teve conotação política’

Reprodução/Jovem Pan NewsTarcísio de Freitas
Tarcísio de Freitas durante sabatina à Jovem Pan

O candidato ao governo de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) disse nesta terça-feira, 18, que sua gestão no Estado, se eleito, terá duas linhas prioritárias: uma social, para recuperação do bem-estar da população, com foco na construção de uma assistência social “viva”, e uma via econômica forte, direcionada principalmente para a geração de empregos. “Venham para São Paulo porque a gente vai gerar emprego. Venham para São Paulo porque o Estado vai retomar a sua competitividade. Nós vamos atuar nas alavancas do crescimento econômico”, afirmou o ex-ministro da Infraestrutura, durante sabatina no programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan. No âmbito social, o candidato defende a entrada de investimentos para retirar as pessoas da situação de rua; propõe um amplo programa de moradia e habitação; recuperação do ensino e dos serviços de saúde; e, principalmente que a população retome a sensação de segurança, uma das principais defesas do seu futuro governo.  Já no aspecto econômico, fala em aumento da oferta de energia; redução da carga tributária; linhas de crédito para micro e pequenos empreendedores; investimento em infraestrutura; desburocratização para empresas; e capacitação profissional de jovens, especialmente para “tirá-los da mão do crime”.

“Se um jovem, por meio da educação ou da música, vira um músico e vai para uma orquestra sinfônica para uma filarmônica, a gente salvou uma pessoa. Se o jovem, por meio do treinamento e do crédito, vira um empreendedor e consegue estabelecer o seu negócio, a gente tirou um jovem da mão do crime. Se um jovem brilha no esporte, a gente tirou um jovem do crime. Se um jovem é capacitado e vira um programador, criador de aplicativo, criador de startup, a gente salvou um jovem da mão do crime”, disse Tarcísio de Freitas, defendendo uma maior ação do Estado nas comunidades e alinhamento entre a gestão estadual e o governo federal como “fundamental” para políticas públicas de qualidade. “Vai ser mais fácil negociar a recuperação financeira das Santas Casas, mais fácil trazer recursos para a saúde, educação. (…) A gente não vai ter descontinuidade de projetos importantes, como a privatização do Porto de Santos, que a gente deixou muito bem encaminhada e já está, hoje, no TCU. Essa privatização não pode ser interrompida. E é o que vai acontecer se o Partido dos Trabalhadores (PT) ganhar a eleição”, concluiu. 

Questionado sobre as expectativas para o segundo turno, Tarcísio de Freitas, que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo, afirmou ainda que acredita “muito” na vitória do presidente Bolsonaro em 30 de outubro. Entre outras coisas, o ex-ministro citou apoio de governadores reeleitos, como Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, em Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro, como forma de ampliar os “braços” da campanha bolsonarista pelo Brasil, da mesma forma que exaltou maior apoio de prefeitos paulista apoiando a reeleição. “É uma candidatura que está crescendo, e a gente tem visto isso. A gente está vendo a aprovação, a aceitação, do governo crescendo e a rejeição diminuindo, a rejeição do presidente diminuindo, uma situação de empate já consolidada. Então, agora é voto a voto”, finalizou, voltando a falar em transformar “maioria política em maioria eleitoral”. No primeiro turno das eleições de 2022, Tarcísio de Freitas liderou a disputa ao governo paulista com 42,32% dos votos válidos, contra 35,70% de Fernando Haddad (PT), que ficou na segunda posição.

Tiroteio em Paraisópolis foi ‘intimidação’

Como a Jovem Pan mostrou, Tarcísio de Freitas cumpria nesta segunda-feira, 17, agenda da campanha na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, onde participava da inauguração do Primeiro Polo Universitário de Paraisópolis, quando começaram disparos de tiros. De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, o tiroteio teria acontecido a cerca de 100 metros do local e possivelmente motivado pela forte presença policial na região, considerando “prematuro” falar em ato com motivação política. Entretanto, na visão do candidato a governador, ainda que não tenha conotação política, o episódio foi uma tentativa de intimidação. “Não tem nada a ver com a minha pessoa, não é atentado, não tem conotação política e partidária. Eles dão recado: ‘Entrou aqui e não tem permissão’. O crime organizado atua, é forte, está consolidado e atrapalha as pessoas”, exaltou, defendendo maior ação do Estado nas comunidades. “Tem um corpo de pessoas que moram nas comunidades que são trabalhadoras, buscam sobreviver. É para essas pessoas que temos que trabalhar, que são reféns do crime. O Estado tem que se fazer presente”, concluiu.





Source link

Comente a matéria: